Mononucleose Infecciosa: Diagnóstico e Manejo Clínico

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2026

Enunciado

Adolescente de 14 anos apresenta febre, dor de garganta intensa, exsudato tonsilar e linfonodomegalia cervical posterior. Teste rápido de estreptococo é negativo. Esplenomegalia palpável ao exame. O diagnóstico mais provável é:

Alternativas

  1. A) Faringite estreptocócica.
  2. B) Adenovirose.
  3. C) Mononucleose infecciosa.
  4. D) Escarlatina.
  5. E) Citomegalovirose congênita.

Pérola Clínica

Febre + Faringite + Linfonodomegalia Posterior + Esplenomegalia = Mononucleose.

Resumo-Chave

A mononucleose infecciosa deve ser suspeitada em adolescentes com faringite exsudativa e linfonodomegalia posterior, especialmente se houver esplenomegalia ou falha no tratamento para estreptococo.

Contexto Educacional

A mononucleose infecciosa é uma síndrome clínica comum na adolescência, transmitida principalmente pela saliva. O vírus Epstein-Barr infecta as células B da orofaringe, desencadeando uma resposta vigorosa de células T citotóxicas (linfócitos atípicos). O diagnóstico diferencial com faringite bacteriana é crucial para evitar o uso desnecessário de antibióticos. Complicações como obstrução de vias aéreas por hipertrofia amigdaliana ou ruptura esplênica devem ser monitoradas, embora o curso da doença seja geralmente autolimitado.

Perguntas Frequentes

Qual a tríade clássica da mononucleose?

A tríade clássica da mononucleose infecciosa, causada principalmente pelo vírus Epstein-Barr (EBV), consiste em febre, faringite (frequentemente exsudativa) e linfonodomegalia, tipicamente envolvendo as cadeias cervicais posteriores. Além disso, a fadiga intensa é um sintoma marcante que pode persistir por semanas ou meses após a resolução da fase aguda.

Como diferenciar mononucleose de faringite estreptocócica?

Clinicamente, a mononucleose costuma apresentar linfonodomegalia cervical posterior e esplenomegalia, que são raras na faringite estreptocócica (onde a adenopatia é anterior). Laboratorialmente, o teste rápido para estreptococo ou cultura de orofaringe negativos em um quadro sugestivo direcionam para etiologia viral. O hemograma na mononucleose revela linfocitose com presença de linfócitos atípicos.

Quais as recomendações sobre atividade física na mononucleose?

Devido ao risco de ruptura esplênica, pacientes com mononucleose devem evitar esportes de contato e atividades físicas intensas por pelo menos 3 a 4 semanas após o início dos sintomas. O retorno deve ser gradual e condicionado à resolução da esplenomegalia clínica e melhora do estado geral.

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