Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2026
Adolescente de 14 anos apresenta febre, dor de garganta intensa, exsudato tonsilar e linfonodomegalia cervical posterior. Teste rápido de estreptococo é negativo. Esplenomegalia palpável ao exame. O diagnóstico mais provável é:
Febre + Faringite + Linfonodomegalia Posterior + Esplenomegalia = Mononucleose.
A mononucleose infecciosa deve ser suspeitada em adolescentes com faringite exsudativa e linfonodomegalia posterior, especialmente se houver esplenomegalia ou falha no tratamento para estreptococo.
A mononucleose infecciosa é uma síndrome clínica comum na adolescência, transmitida principalmente pela saliva. O vírus Epstein-Barr infecta as células B da orofaringe, desencadeando uma resposta vigorosa de células T citotóxicas (linfócitos atípicos). O diagnóstico diferencial com faringite bacteriana é crucial para evitar o uso desnecessário de antibióticos. Complicações como obstrução de vias aéreas por hipertrofia amigdaliana ou ruptura esplênica devem ser monitoradas, embora o curso da doença seja geralmente autolimitado.
A tríade clássica da mononucleose infecciosa, causada principalmente pelo vírus Epstein-Barr (EBV), consiste em febre, faringite (frequentemente exsudativa) e linfonodomegalia, tipicamente envolvendo as cadeias cervicais posteriores. Além disso, a fadiga intensa é um sintoma marcante que pode persistir por semanas ou meses após a resolução da fase aguda.
Clinicamente, a mononucleose costuma apresentar linfonodomegalia cervical posterior e esplenomegalia, que são raras na faringite estreptocócica (onde a adenopatia é anterior). Laboratorialmente, o teste rápido para estreptococo ou cultura de orofaringe negativos em um quadro sugestivo direcionam para etiologia viral. O hemograma na mononucleose revela linfocitose com presença de linfócitos atípicos.
Devido ao risco de ruptura esplênica, pacientes com mononucleose devem evitar esportes de contato e atividades físicas intensas por pelo menos 3 a 4 semanas após o início dos sintomas. O retorno deve ser gradual e condicionado à resolução da esplenomegalia clínica e melhora do estado geral.
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