SUS-RR - Sistema Único de Saúde de Roraima — Prova 2021
Pré-escolar de 4 anos é levado ao serviço médico com história de febre alta há 15 dias. Exame físico: edema palpebral, petéquias em palato, exsudato amigdaliano, adenomegalia cervical anterior e posterior, fígado palpável a 3,5 cm do reborde costal direito e baço a 2,5 cm do reborde costal esquerdo. A principal hipótese diagnostica é:
Mononucleose Infecciosa = febre prolongada, adenomegalia, hepatoesplenomegalia, exsudato amigdaliano, edema palpebral.
A Mononucleose Infecciosa, causada pelo Vírus Epstein-Barr (EBV), é uma hipótese diagnóstica forte em pré-escolares com febre prolongada, adenomegalia cervical generalizada, exsudato amigdaliano, edema palpebral e hepatoesplenomegalia. A apresentação clínica pode ser variada, mas a tríade clássica (febre, faringite, linfadenopatia) é comum, e a hepatoesplenomegalia é um achado importante que diferencia de outras infecções comuns.
A Mononucleose Infecciosa é uma doença comum, geralmente causada pelo Vírus Epstein-Barr (EBV), um herpesvírus. É mais prevalente em adolescentes e adultos jovens, mas pode afetar pré-escolares, muitas vezes com apresentações atípicas ou mais brandas. A transmissão ocorre principalmente pela saliva, justificando o apelido de 'doença do beijo'. A fisiopatologia envolve a infecção de linfócitos B, levando a uma resposta imune robusta com proliferação de linfócitos T atípicos. O período de incubação é longo (4-6 semanas). Os sintomas clássicos incluem febre, faringite exsudativa e linfadenopatia. Em crianças, a hepatoesplenomegalia e o edema palpebral são achados importantes que auxiliam no diagnóstico diferencial. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com hemograma mostrando linfocitose atípica e sorologia para EBV. O tratamento é de suporte, focando no alívio dos sintomas, pois não há antiviral específico. É crucial orientar sobre o repouso e evitar atividades físicas de contato devido ao risco de ruptura esplênica. O prognóstico é geralmente bom, com recuperação completa, mas a fadiga pode persistir por semanas ou meses.
Em crianças, a Mononucleose Infecciosa pode apresentar febre prolongada, fadiga, dor de garganta com exsudato amigdaliano, adenomegalia cervical (anterior e posterior), edema palpebral e, frequentemente, hepatoesplenomegalia. Rash cutâneo pode ocorrer, especialmente após uso de amoxicilina.
O diagnóstico laboratorial inclui hemograma com linfocitose atípica (linfócitos atípicos > 10%), e testes sorológicos como o teste de Paul-Bunnell (anticorpos heterófilos) ou testes específicos para anticorpos contra o Vírus Epstein-Barr (EBV), como anti-VCA IgM e IgG.
As complicações mais comuns incluem ruptura esplênica (rara, mas grave), obstrução das vias aéreas superiores devido à hipertrofia amigdaliana, anemia hemolítica, trombocitopenia e, em casos mais raros, complicações neurológicas como encefalite ou síndrome de Guillain-Barré.
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