Mononucleose Infecciosa: Diagnóstico e Sinais Chave

UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2022

Enunciado

Marina, 19 anos, procurou atendimento na Unidade de Saúde por dor de garganta, mal-estar e febre há sete dias. Ao exame, apresenta-se febril, prostrada, eupneica, com hiperemia de orofaringe, com exsudato amigdaliano branco acinzentado e linfonodos, em região cervical anterior e posterior, bilaterais e palpáveis. Qual a hipótese diagnóstica mais provável?

Alternativas

  1. A) Faringoamigdalite por vírus Epstein-Barr.
  2. B) Faringoamigdalite estreptocócica.
  3. C) Faringoamigdalite por adenovírus.
  4. D) Faringoamigdalite por citomegalovírus.

Pérola Clínica

Faringoamigdalite exsudativa + linfadenopatia cervical anterior E posterior + febre prolongada = Mononucleose.

Resumo-Chave

A mononucleose infecciosa, causada pelo vírus Epstein-Barr (VEB), classicamente apresenta uma tríade de febre, faringite exsudativa e linfadenopatia, frequentemente com envolvimento cervical anterior e posterior, o que a diferencia de outras faringites.

Contexto Educacional

A mononucleose infecciosa, comumente conhecida como "doença do beijo", é uma síndrome causada principalmente pelo vírus Epstein-Barr (VEB), um herpesvírus que infecta linfócitos B. É uma condição prevalente em adolescentes e adultos jovens, caracterizada por um quadro clínico que pode ser arrastado e mimetizar outras infecções, tornando seu diagnóstico diferencial um desafio importante na prática clínica. Clinicamente, a mononucleose se manifesta pela tríade clássica de febre, faringite exsudativa e linfadenopatia. A presença de linfonodos aumentados tanto na cadeia cervical anterior quanto posterior é um achado particularmente sugestivo, diferenciando-a de outras causas de faringite. Outros sintomas comuns incluem fadiga intensa, mal-estar, cefaleia e, em muitos casos, esplenomegalia, que impõe restrições a atividades físicas para evitar ruptura esplênica. O diagnóstico pode ser confirmado por testes sorológicos (anticorpos heterófilos ou específicos para VEB) e hemograma (linfocitose atípica). O tratamento da mononucleose é primariamente de suporte, visando aliviar os sintomas. Repouso adequado, hidratação e uso de analgésicos/antipiréticos são as principais medidas. É crucial orientar os pacientes sobre a fadiga prolongada e a restrição de atividades físicas devido ao risco de ruptura esplênica. Residentes e estudantes devem estar atentos a esse quadro clínico para um diagnóstico correto e manejo adequado, evitando tratamentos desnecessários com antibióticos e orientando sobre as complicações potenciais.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da mononucleose infecciosa?

Os sintomas clássicos incluem febre prolongada, dor de garganta intensa com exsudato amigdaliano, linfadenopatia generalizada (especialmente cervical anterior e posterior) e fadiga. Esplenomegalia também é comum.

Como diferenciar a mononucleose de uma faringoamigdalite estreptocócica?

A mononucleose frequentemente apresenta linfadenopatia cervical posterior, esplenomegalia e um curso mais arrastado. A faringite estreptocócica raramente causa linfadenopatia posterior e geralmente não tem esplenomegalia. Testes laboratoriais podem confirmar.

Qual o tratamento para a mononucleose infecciosa?

O tratamento é de suporte, incluindo repouso, hidratação e analgésicos/antipiréticos. Corticosteroides podem ser usados em casos graves de obstrução das vias aéreas ou esplenomegalia significativa.

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