Mononucleose Infecciosa Pediátrica: Diagnóstico e Sinais

UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2020

Enunciado

Criança de dois anos, sexo feminino, é levada à consulta por apresentar febre alta há 10 dias (três episódios diários com temperatura axilar média de 39 graus), além de odinofagia. Ao exame físico: edema palpebral, exsudato amigdaliano, adenomegalia cervical anterior e posterior, fígado palpável a 3,5cm do RCD e baço a 2,5cm do RCE. O exame laboratorial indicado para confirmação do diagnóstico é:

Alternativas

  1. A) Sorologia para vírus da dengue.
  2. B) Dengue aspirado de medula óssea.
  3. C) Teste rápido para pesquisa de estreptococo do grupo A.
  4. D) Bacterioscopia e cultura da secreção faríngea.
  5. E) Sorologia para vírus de EpsteinBarr.

Pérola Clínica

Criança com febre prolongada, odinofagia, adenomegalia, hepatoesplenomegalia e edema palpebral → suspeitar mononucleose infecciosa (VEB).

Resumo-Chave

O quadro clínico descrito, com febre prolongada, odinofagia, exsudato amigdaliano, adenomegalia cervical, hepatoesplenomegalia e edema palpebral, é altamente sugestivo de mononucleose infecciosa. A sorologia para o vírus Epstein-Barr (VEB) é o exame confirmatório.

Contexto Educacional

A mononucleose infecciosa, causada principalmente pelo vírus Epstein-Barr (VEB), é uma doença comum na infância e adolescência, embora possa ocorrer em qualquer idade. Caracteriza-se por uma tríade clássica de febre, faringite e linfadenopatia, mas o quadro clínico pode ser bastante variável, especialmente em crianças pequenas. A transmissão ocorre principalmente através da saliva, o que lhe confere o apelido de "doença do beijo". O diagnóstico da mononucleose é primariamente clínico, baseado nos sintomas e achados do exame físico, como febre prolongada, odinofagia com exsudato amigdaliano, adenomegalia cervical (e frequentemente generalizada), hepatoesplenomegalia e, em alguns casos, edema palpebral. Laboratorialmente, pode-se observar linfocitose atípica no hemograma. A confirmação diagnóstica é feita pela sorologia para VEB, que detecta anticorpos específicos (IgM e IgG anti-VCA, anti-EA, anti-EBNA). O tratamento é de suporte, visando aliviar os sintomas. É crucial orientar sobre o risco de ruptura esplênica em casos de esplenomegalia, recomendando evitar atividades físicas de contato. A evolução é geralmente benigna e autolimitada, mas a fadiga pode persistir por semanas ou meses. O reconhecimento precoce é importante para evitar tratamentos desnecessários com antibióticos e para o manejo adequado das complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos da mononucleose infecciosa em crianças?

Os sinais clássicos incluem febre prolongada, odinofagia, exsudato amigdaliano, adenomegalia cervical (e frequentemente generalizada), hepatoesplenomegalia e, por vezes, edema palpebral.

Qual o exame laboratorial mais indicado para confirmar mononucleose?

A sorologia para o vírus Epstein-Barr (VEB) é o exame confirmatório, buscando anticorpos específicos como IgM e IgG anti-VCA (antígeno do capsídeo viral) e anti-EA (antígeno precoce).

Quais os principais diferenciais da mononucleose em crianças?

Os diferenciais incluem faringoamigdalite estreptocócica, citomegalovírus, toxoplasmose, HIV agudo e outras infecções virais que podem causar linfadenopatia e febre.

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