HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2026
Menino de 14 anos apresenta febre alta há 7 dias, dor de garganta e surgimento de exantema maculopapular disseminado. Nega uso recente de antibióticos. Ao exame físico, observam-se exsudato amarelado em amídalas, linfadenopatia generalizada, esplenomegalia e hepatomegalia discretas. O exantema acomete tronco, face e membros, sem prurido. Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual achado laboratorial é mais característico?
Febre + Faringite + Adenopatia + Linfocitose Atípica (>10%) = Mononucleose.
A mononucleose infecciosa deve ser suspeitada em adolescentes com faringite prolongada, linfadenopatia generalizada e hepatoesplenomegalia, confirmada pela presença de linfócitos atípicos.
A mononucleose infecciosa, causada primariamente pelo Vírus Epstein-Barr (EBV), é uma síndrome clínica comum em adolescentes e adultos jovens. O quadro clínico é marcado por uma faringite exsudativa que pode ser indistinguível da estreptocócica, mas a presença de linfadenopatia generalizada e organomegalias (esplenomegalia em 50% dos casos) aponta para a etiologia viral. Laboratorialmente, o hemograma revela leucocitose com linfocitose relativa e absoluta, sendo a presença de mais de 10% de linfócitos atípicos um marcador altamente sugestivo. O diagnóstico pode ser reforçado por testes sorológicos (anticorpos heterófilos ou anticorpos específicos anti-EBV). O tratamento é eminentemente de suporte, focando em hidratação e analgesia.
Linfócitos atípicos são linfócitos T citotóxicos ativados que apresentam citoplasma abundante, basofílico e núcleos irregulares. Na mononucleose, eles representam a resposta imune ao vírus EBV que infecta os linfócitos B.
A tríade clássica consiste em febre, faringite (frequentemente com exsudato) e linfadenopatia (especialmente cervical posterior, mas podendo ser generalizada).
Devido ao risco de ruptura esplênica, uma complicação rara mas grave decorrente da esplenomegalia inflamatória. Recomenda-se evitar esportes de contato por pelo menos 3 a 4 semanas após o início dos sintomas.
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