UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2021
Adolescente de 15 anos comparece a UBS com queixa de febre, odinofagia, gânglios cervicais aumentados e placas esbranquiçadas em orofaringe há 01 semana. Ao exame você percebe também o baço palpável. Assim você levanta como hipótese diagnóstica mais provável:
Adolescente com febre, odinofagia, linfadenopatia, exsudato faríngeo e esplenomegalia → Mononucleose infecciosa.
A mononucleose infecciosa, causada principalmente pelo Vírus Epstein-Barr (VEB), é classicamente apresentada em adolescentes com a tríade de febre, odinofagia e linfadenopatia. A presença de esplenomegalia e placas esbranquiçadas em orofaringe reforça fortemente essa hipótese diagnóstica, diferenciando-a de outras infecções virais ou bacterianas comuns.
A mononucleose infecciosa, frequentemente chamada de 'doença do beijo', é uma infecção viral aguda causada principalmente pelo Vírus Epstein-Barr (VEB), um herpesvírus. É mais comum em adolescentes e adultos jovens, com uma epidemiologia global. A doença é caracterizada por uma tríade clássica de febre, odinofagia e linfadenopatia, e sua importância clínica reside na necessidade de um diagnóstico diferencial preciso e no manejo adequado para evitar complicações, como a ruptura esplênica. A fisiopatologia envolve a infecção de linfócitos B pelo VEB, levando a uma resposta imune intensa com proliferação de linfócitos T atípicos. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos sintomas característicos: febre prolongada, dor de garganta intensa com exsudato amigdaliano, linfadenopatia cervical posterior e generalizada, e fadiga. A presença de esplenomegalia (baço palpável) é um achado físico importante que reforça a suspeita. O diagnóstico laboratorial pode ser confirmado por um hemograma que revela linfocitose com linfócitos atípicos e por testes sorológicos, como o monoteste, que detecta anticorpos heterófilos. O tratamento da mononucleose é sintomático, com repouso, hidratação e analgésicos/antipiréticos. Corticosteroides podem ser usados em casos de obstrução grave das vias aéreas. É crucial orientar o paciente a evitar atividades físicas e esportes de contato por pelo menos 3-4 semanas após o início dos sintomas, devido ao risco de ruptura esplênica. O prognóstico é geralmente bom, com a maioria dos pacientes se recuperando completamente, embora a fadiga possa persistir por um período prolongado. O reconhecimento precoce e a orientação adequada são fundamentais para o manejo dessa condição em residentes.
Os principais sintomas incluem febre, dor de garganta (odinofagia), fadiga intensa, linfadenopatia (aumento dos gânglios linfáticos, especialmente cervicais), e em muitos casos, esplenomegalia (aumento do baço) e hepatomegalia. Placas esbranquiçadas ou exsudato na orofaringe também são comuns.
O diagnóstico laboratorial pode ser feito pelo hemograma, que geralmente mostra linfocitose com linfócitos atípicos. Testes sorológicos, como o teste de Paul-Bunnell (monoteste), detectam anticorpos heterófilos. A sorologia específica para o Vírus Epstein-Barr (VEB) pode confirmar a infecção aguda ou pregressa.
As complicações mais comuns incluem ruptura esplênica (rara, mas grave, exigindo evitar esportes de contato), obstrução das vias aéreas superiores por hipertrofia linfática, hepatite, anemia hemolítica e, em casos mais raros, complicações neurológicas como meningite ou encefalite. A fadiga pode persistir por semanas a meses.
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