Mononucleose Infecciosa: Diagnóstico e Exantema por Amoxicilina

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2023

Enunciado

Uma adolescente, 11 anos, apresentou um quadro de erupção cutânea após uso de amoxicilina prescrita pelo seu médico, devido a um quadro de odinofagia com aumento das tonsilas palatinas com exsudato associado à hepatomegalia. Qual seria o provável diagnóstico e agente?

Alternativas

  1. A) Mononucleose infecciosa causada pelo Sars-COV 2.
  2. B) Mononucleose infecciosa causada pelo vírus Epstein-Barr.
  3. C) Amigdalite bacteriana causada pelo Streptococus epidermidis.
  4. D) Urticária crônica causada pela amoxicilina.
  5. E) Reação leucemoide, desencadeada pela amoxicilina, e quadro viral.

Pérola Clínica

Exantema após amoxicilina em quadro de odinofagia, tonsilite exsudativa e hepatomegalia → forte suspeita de mononucleose infecciosa por EBV.

Resumo-Chave

A mononucleose infecciosa, causada principalmente pelo vírus Epstein-Barr (EBV), pode apresentar um quadro clínico semelhante à amigdalite bacteriana, com odinofagia e exsudato tonsilar. Um achado clássico é o desenvolvimento de um rash cutâneo maculopapular após a administração de aminopenicilinas (como amoxicilina ou ampicilina), além de hepatomegalia e linfadenopatia.

Contexto Educacional

A mononucleose infecciosa, comumente causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV), é uma doença linfoproliferativa benigna que afeta principalmente adolescentes e adultos jovens. Sua apresentação clínica pode ser variada, mas tipicamente inclui febre, odinofagia e linfadenopatia, o que a torna um importante diagnóstico diferencial para faringoamigdalites bacterianas. Um sinal clínico clássico e crucial para o diagnóstico é o desenvolvimento de um exantema maculopapular após a administração de aminopenicilinas, como amoxicilina ou ampicilina. Este rash não é uma reação alérgica verdadeira à penicilina, mas sim uma manifestação da interação entre o medicamento e a infecção viral. Outros achados incluem hepatomegalia, esplenomegalia e linfadenopatia generalizada. O diagnóstico é confirmado por sorologia para EBV ou pelo teste de anticorpos heterófilos (Paul-Bunnell). O tratamento é de suporte, com repouso e analgésicos. É fundamental evitar o uso de aminopenicilinas e orientar sobre o risco de ruptura esplênica em casos de esplenomegalia, limitando atividades físicas intensas. A identificação correta evita tratamentos desnecessários e reações adversas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da mononucleose infecciosa?

Os sintomas clássicos incluem febre, odinofagia intensa com amigdalite exsudativa, linfadenopatia (especialmente cervical posterior), fadiga e, em alguns casos, esplenomegalia e hepatomegalia.

Por que ocorre exantema após amoxicilina em pacientes com mononucleose?

O exantema maculopapular após amoxicilina (ou ampicilina) em pacientes com mononucleose infecciosa é uma reação de hipersensibilidade não alérgica, que ocorre em 70-90% dos casos e não contraindica o uso futuro de penicilinas.

Como diferenciar mononucleose infecciosa de amigdalite bacteriana?

A mononucleose frequentemente apresenta linfadenopatia generalizada, esplenomegalia/hepatomegalia e fadiga prolongada, além do exantema após amoxicilina. O diagnóstico é confirmado por testes sorológicos para EBV ou teste de anticorpos heterófilos (Paul-Bunnell).

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