UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2022
Menina, cinco anos, previamente hígida, apresenta febre e fadiga. Exame físico: faringite exsudativa; adenomegalia generalizada com maior acometimento da cadeia cervical posterior e esplenomegalia. Pode-se afirmar que:
Mononucleose infecciosa + amoxicilina → exantema maculopapular pruriginoso em >90% dos casos.
A mononucleose infecciosa, causada pelo Vírus Epstein-Barr (VEB), frequentemente se manifesta com febre, faringite exsudativa, adenomegalia (especialmente cervical posterior) e esplenomegalia. O uso de amoxicilina ou ampicilina em pacientes com mononucleose é contraindicado devido à alta incidência de um exantema cutâneo característico, que não é uma reação alérgica verdadeira à penicilina.
A mononucleose infecciosa, comumente causada pelo Vírus Epstein-Barr (VEB), é uma doença linfoproliferativa autolimitada que afeta principalmente adolescentes e adultos jovens, mas também pode ocorrer em crianças. É transmitida principalmente pela saliva. A apresentação clínica típica inclui febre, fadiga intensa, faringite exsudativa, adenomegalia (especialmente cervical posterior e generalizada) e esplenomegalia, que pode ser um risco para ruptura esplênica em casos de trauma. O diagnóstico da mononucleose é baseado na tríade clínica, achados laboratoriais como linfocitose atípica e testes sorológicos. O monoteste, que detecta anticorpos heterófilos, é útil em adolescentes e adultos, mas sua sensibilidade é menor em crianças pequenas. Nesses casos, a sorologia específica para o VEB (anticorpos anti-VCA IgM e IgG) é mais confiável. O tratamento é de suporte, com repouso e analgésicos/antipiréticos. Corticosteroides não são rotineiramente indicados, exceto em complicações graves como obstrução das vias aéreas. Um ponto crucial na mononucleose é a contraindicação do uso de amoxicilina ou ampicilina. Quando administrados a pacientes com mononucleose, esses antibióticos induzem um exantema maculopapular pruriginoso em mais de 90% dos casos. É fundamental que residentes e profissionais de saúde reconheçam essa reação para evitar o diagnóstico errôneo de alergia à penicilina e garantir a conduta terapêutica adequada, que é de suporte e não antibiótica.
Os sintomas clássicos incluem febre, fadiga, faringite exsudativa, adenomegalia generalizada (com destaque para cadeias cervicais posteriores) e esplenomegalia. Hepatomegalia também pode ocorrer.
A amoxicilina (e ampicilina) é contraindicada porque causa um exantema maculopapular pruriginoso em mais de 90% dos pacientes com mononucleose. Este exantema não é uma reação alérgica verdadeira à penicilina, mas sim uma reação imunológica específica ao vírus e ao medicamento.
O monoteste detecta anticorpos heterófilos, mas sua sensibilidade é menor em crianças pequenas (abaixo de 4 anos), podendo resultar em falsos negativos. Em crianças, a sorologia para anticorpos específicos contra o VEB (anti-VCA IgM e IgG) é mais confiável para o diagnóstico.
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