Mononucleose Infecciosa em Crianças: Diagnóstico e Sinais

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2021

Enunciado

Pré-escolar de três anos é levado a consulta por apresentar febre alta há 10 dias. Exame físico: edema palpebral, petéquias no palato, exsudato amigdaliano, adenomegalia cervical anterior e posterior, fígado palpável a 3,5cm do RCD e baço a 2,5cm do RCE. O exame laboratorial indicado para confirmação do diagnóstico é:

Alternativas

  1. A) aspirado de medula óssea.
  2. B) sorologia para vírus da dengue.
  3. C) bacterioscopia e cultura da secreção faríngea.
  4. D) teste rápido para pesquisa de estreptococo do grupo A.
  5. E) sorologia para vírus de Epstein-Barr.

Pérola Clínica

Febre prolongada, adenomegalia, hepatoesplenomegalia e exsudato amigdaliano em pré-escolar → suspeitar de mononucleose infecciosa (EBV).

Resumo-Chave

A mononucleose infecciosa, causada pelo vírus Epstein-Barr, é uma causa comum de febre prolongada em crianças, frequentemente apresentando adenomegalia generalizada, hepatoesplenomegalia e faringoamigdalite exsudativa. O diagnóstico é confirmado por sorologia específica para EBV.

Contexto Educacional

A mononucleose infecciosa, causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV), é uma doença linfoproliferativa aguda comum em crianças e adolescentes, com pico de incidência em pré-escolares e adultos jovens. É transmitida principalmente pela saliva e é clinicamente importante devido à sua apresentação polimorfa e à necessidade de diagnóstico diferencial com outras infecções febris. O conhecimento de seus sinais e sintomas é crucial para o médico generalista e o pediatra. O diagnóstico da mononucleose baseia-se na tríade clássica de febre, faringite e adenomegalia, frequentemente acompanhada de hepatoesplenomegalia. A presença de edema palpebral e petéquias no palato são achados menos comuns, mas sugestivos. A confirmação laboratorial é feita por sorologia para EBV, que detecta anticorpos IgM e IgG específicos. O hemograma pode revelar linfocitose com linfócitos atípicos, um achado característico, mas não patognomônico. O tratamento da mononucleose é sintomático, com repouso, hidratação e analgésicos/antitérmicos. É fundamental orientar sobre a restrição de atividades físicas, especialmente esportes de contato, devido ao risco de ruptura esplênica em casos de esplenomegalia. O prognóstico é geralmente bom, com recuperação completa, mas a fadiga pode persistir por semanas a meses.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos da mononucleose infecciosa em crianças?

Os sinais incluem febre prolongada, adenomegalia cervical e generalizada, hepatoesplenomegalia, faringoamigdalite exsudativa, edema palpebral e, ocasionalmente, petéquias no palato. O rash cutâneo pode ocorrer, especialmente se antibióticos como ampicilina forem administrados.

Qual o exame laboratorial indicado para confirmar mononucleose?

O diagnóstico é confirmado pela sorologia para vírus de Epstein-Barr (EBV), que pesquisa anticorpos específicos (IgM e IgG) contra antígenos virais. O hemograma pode mostrar linfocitose atípica.

Como diferenciar mononucleose de outras causas de faringite?

A mononucleose se diferencia pela febre mais prolongada, presença de hepatoesplenomegalia e adenomegalia mais difusa. Testes rápidos para estreptococo são negativos, e a sorologia para EBV confirma o diagnóstico, distinguindo-a de faringites bacterianas ou virais comuns.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo