Mononucleose Infecciosa: Diagnóstico e Manifestações Clínicas

UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2025

Enunciado

Adolescente, sexo masculino, 12 anos de idade, apresenta-se com febre persistente há duas semanas, fadiga intensa, dor de garganta e linfadenopatia cervical. O exame físico revela hipertrofia amigdaliana com exsudato esbranquiçado, linfonodos cervicais anteriores e posteriores palpáveis e hepatoesplenomegalia leve. O paciente também relata uma perda de apetite, dores musculares e discreto exantema inespecífico. Um hemograma completo mostra linfocitose com presença de linfócitos atípicos. O teste rápido para estreptococo é negativo. Adolescente não iniciou atividade sexual. Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável para essa condição.

Alternativas

  1. A) Faringite causada pelo estreptococo beta-hemolítico do grupo A.
  2. B) Infecção aguda pelo vírus coxsakie.
  3. C) Infecção aguda pelo Epstein Barr vírus.
  4. D) Infecção aguda por Zika vírus.
  5. E) Linfoma de Hodgkin.

Pérola Clínica

Adolescente com febre, faringite, linfoadenopatia, hepatoesplenomegalia, linfócitos atípicos → Mononucleose EBV.

Resumo-Chave

A mononucleose infecciosa, causada pelo Epstein-Barr Vírus (EBV), é um diagnóstico clássico em adolescentes com febre prolongada, faringite exsudativa, linfadenopatia cervical (anterior e posterior) e hepatoesplenomegalia. A presença de linfócitos atípicos no hemograma e o teste negativo para estreptococo reforçam a suspeita viral.

Contexto Educacional

A mononucleose infecciosa, popularmente conhecida como 'doença do beijo', é uma síndrome clínica aguda causada principalmente pelo Epstein-Barr Vírus (EBV), um herpesvírus humano. É mais comum em adolescentes e adultos jovens, transmitida principalmente pela saliva. A doença é caracterizada por uma tríade clássica de febre, faringite e linfadenopatia, mas pode apresentar uma ampla gama de manifestações clínicas. O quadro clínico típico inclui febre prolongada, fadiga intensa, dor de garganta com hipertrofia amigdaliana e exsudato esbranquiçado, linfadenopatia cervical (frequentemente posterior e generalizada) e hepatoesplenomegalia em cerca de 50% dos casos. Um exantema maculopapular inespecífico pode ocorrer, especialmente se antibióticos como ampicilina forem administrados. O diagnóstico laboratorial é suportado por um hemograma que mostra linfocitose com linfócitos atípicos e testes sorológicos específicos para EBV (anticorpos heterófilos ou específicos). O tratamento é de suporte, com repouso, hidratação e analgésicos/antipiréticos. É fundamental orientar o paciente a evitar atividades físicas intensas e esportes de contato por pelo menos 3-4 semanas, ou até a resolução da esplenomegalia, devido ao risco de ruptura esplênica. O diagnóstico diferencial inclui outras infecções virais (CMV, HIV agudo), toxoplasmose e, menos comumente, linfomas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da mononucleose infecciosa em adolescentes?

Os sintomas clássicos incluem febre persistente, fadiga intensa, dor de garganta com faringite exsudativa, linfadenopatia cervical (anterior e posterior) e, frequentemente, hepatoesplenomegalia.

Qual o papel do hemograma no diagnóstico da mononucleose?

O hemograma é crucial, revelando linfocitose com presença de linfócitos atípicos (células de Downey), que são linfócitos T ativados em resposta à infecção pelo EBV.

Como diferenciar mononucleose de faringite estreptocócica?

Embora ambas possam causar faringite exsudativa, a mononucleose geralmente apresenta linfadenopatia mais generalizada, hepatoesplenomegalia e teste rápido para estreptococo negativo, além dos linfócitos atípicos no hemograma.

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