PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2021
Cristina, 18 anos de idade, procura atendimento na USF Primavera apresentando febre, dor de garganta, tosse e astenia há 2 dias, sem demais queixas. O médico da USF conhece o histórico da paciente e a mesma informa que está saindo com um menino. Cristina estava um pouco cansada e com febre (38,9° (), porém respirando e conversando normalmente. Ao exame físico se encontra com hiperemia de orofaringe sem exsudato amigdaliano, além de linfonodos cervical anterior e posterior dolorosos. Considerando o provável diagnóstico de Cristina, pode-se esperar que:
Febre + Faringite + Linfadenopatia posterior em jovem → Pensar em Mononucleose Infecciosa.
A mononucleose infecciosa é uma síndrome viral autolimitada causada pelo EBV. O tratamento é de suporte, visando o controle dos sintomas até a resolução clínica espontânea.
A mononucleose infecciosa, causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV), é uma condição comum em adolescentes e adultos jovens, frequentemente transmitida pela saliva. O quadro clínico é marcado por febre prolongada, dor de garganta e linfoadenopatia generalizada. Embora o vírus permaneça latente no organismo por toda a vida, a doença clínica é autolimitada. O diagnóstico baseia-se na clínica e em exames complementares como o hemograma (linfocitose atípica) e testes sorológicos (anticorpos heterófilos ou sorologia específica para EBV). O tratamento é fundamentalmente de suporte, com repouso e analgésicos. É crucial orientar a suspensão de esportes de contato por 3 a 4 semanas devido ao risco de ruptura esplênica, mesmo que a esplenomegalia não seja clinicamente detectável.
A tríade clássica consiste em febre, faringite (que pode ou não apresentar exsudato) e linfadenopatia, com predileção pelas cadeias cervicais posteriores e occipitais. A fadiga intensa é um sintoma associado muito frequente que pode persistir por semanas após a resolução da febre.
Clinicamente, a mononucleose frequentemente apresenta linfadenopatia posterior, epitroclear e esplenomegalia, enquanto a faringite estreptocócica foca na cadeia anterior e raramente causa esplenomegalia. Laboratorialmente, a mononucleose apresenta linfocitose com atipia linfocitária e anticorpos heterófilos positivos.
O uso de aminopenicilinas (como ampicilina ou amoxicilina) em pacientes com infecção aguda pelo EBV induz um exantema maculopapular pruriginoso em cerca de 70-90% dos casos. Não se trata de uma alergia verdadeira à penicilina, mas de uma reação imunomediada específica durante a viremia.
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