CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2024
Adolescente de 13 anos, é levado a consulta por apresentar febre alta há 10 dias. Ao exame físico: Dor de garganta com faringite moderada, petéquias palatais, edema de palpebral, adenomegalia cervical anterior e posterior, epitrocleares e hepatoesplenomegalia. Qual o exame para confirmação diagnostica a ser solicitado:
Adolescente com febre, faringite, adenomegalia generalizada e hepatoesplenomegalia → Mononucleose infecciosa (EBV).
O quadro clínico de febre prolongada, faringite exsudativa, adenomegalia generalizada (especialmente cervical posterior e epitroclear) e hepatoesplenomegalia em um adolescente é altamente sugestivo de mononucleose infecciosa, causada pelo Vírus Epstein Barr (EBV).
A mononucleose infecciosa, comumente conhecida como "doença do beijo", é uma síndrome causada principalmente pelo Vírus Epstein Barr (EBV), um herpesvírus que infecta linfócitos B. É mais prevalente em adolescentes e adultos jovens, com um período de incubação de 4 a 6 semanas. A importância clínica reside na sua apresentação polimórfica e na necessidade de diferenciação de outras condições graves. A fisiopatologia envolve a replicação viral nos linfócitos B e células epiteliais da orofaringe, levando a uma resposta imune intensa com proliferação de linfócitos T atípicos. O diagnóstico é suspeitado clinicamente pela tríade de febre, faringite e adenomegalia, frequentemente acompanhada de hepatoesplenomegalia, petéquias palatais e edema palpebral. A confirmação é feita por sorologia para EBV (IgM e IgG) ou teste de anticorpos heterófilos (Monoteste). O tratamento da mononucleose infecciosa é sintomático, com repouso, hidratação e analgésicos/antipiréticos. Corticosteroides podem ser usados em casos de obstrução de vias aéreas ou anemia hemolítica grave. O prognóstico é geralmente bom, com recuperação completa, mas é crucial orientar sobre o risco de ruptura esplênica em caso de trauma abdominal, exigindo restrição de atividades físicas por algumas semanas.
Os principais sintomas incluem febre prolongada, faringite (muitas vezes com exsudato), adenomegalia generalizada (cervical, axilar, epitroclear) e hepatoesplenomegalia.
O diagnóstico é confirmado pela sorologia para Vírus Epstein Barr (EBV), que pode incluir pesquisa de anticorpos IgM e IgG específicos, ou pelo teste de Paul-Bunnell (anticorpos heterófilos).
Os diferenciais incluem outras infecções virais (citomegalovírus, HIV agudo, toxoplasmose), faringite estreptocócica, linfomas e leucemias, exigindo uma avaliação clínica cuidadosa.
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