HSL Copacabana - Hospital São Lucas Copacabana (RJ) — Prova 2021
Adolescente, sexo masculino, 13 anos, apresenta febre diária há uma semana acompanhada de faringite e fadiga, que se intensificou nos últimos dias. Iniciou amoxicilina há três dias sem melhora. Refere náuseas ao se alimentar e dor à deglutição. Exame físico: discreto edema em pálpebras superiores, febril, com linfonodos cervicais aumentados, faringite exsudativa e erupção cutânea macular eritematosa leve no tronco e nos braços. O diagnóstico e conduta nesse caso são:
Mononucleose: febre, faringite, linfonodomegalia + rash após amoxicilina.
A mononucleose infecciosa, causada pelo VEB, classicamente apresenta febre, faringite exsudativa e linfonodomegalia. A erupção cutânea macular eritematosa após uso de amoxicilina é um achado quase patognomônico, indicando a suspensão do antibiótico e tratamento sintomático.
A mononucleose infecciosa, causada principalmente pelo Vírus Epstein-Barr (VEB), é uma doença comum em adolescentes e adultos jovens, caracterizada pela tríade clássica de febre, faringite exsudativa e linfonodomegalia, especialmente cervical. A fadiga é um sintoma proeminente e pode persistir por semanas. Outros achados incluem esplenomegalia (em 50-60% dos casos), hepatomegalia e, ocasionalmente, edema palpebral. O diagnóstico é clínico, mas pode ser confirmado por testes sorológicos (anticorpos heterófilos - Monoteste) ou pesquisa de anticorpos específicos para o VEB. Um ponto crucial é a erupção cutânea macular eritematosa que ocorre em até 90% dos pacientes com mononucleose que recebem amoxicilina ou ampicilina, o que pode levar a um diagnóstico errôneo de alergia a penicilina. Este rash não é uma reação alérgica verdadeira, mas uma resposta imunológica ao vírus na presença do antibiótico. O tratamento da mononucleose é sintomático, visando aliviar a febre e a dor. Repouso adequado é recomendado, e atividades físicas de contato devem ser evitadas por pelo menos 3-4 semanas após o início dos sintomas, devido ao risco de ruptura esplênica. Antibióticos são ineficazes, e corticoides são reservados para casos graves com obstrução de vias aéreas ou anemia hemolítica. A compreensão desses aspectos é fundamental para evitar condutas inadequadas e garantir o bem-estar do paciente.
Os sintomas clássicos da mononucleose infecciosa incluem febre, faringite exsudativa, linfonodomegalia (especialmente cervical posterior) e fadiga intensa. Pode haver também esplenomegalia e hepatomegalia.
Em pacientes com mononucleose infecciosa, o uso de amoxicilina (ou ampicilina) frequentemente provoca uma erupção cutânea macular eritematosa difusa, que não é uma reação alérgica verdadeira, mas sim uma reação imunológica ao vírus.
O tratamento da mononucleose infecciosa é primariamente sintomático, incluindo repouso, hidratação e analgésicos/antipiréticos. Antibióticos são ineficazes, e deve-se evitar atividades físicas intensas devido ao risco de ruptura esplênica.
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