PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015
Em relação às complicações crônicas do diabetes mellitus, assinale a alternativa ERRADA:
Mononeuropatia diabética → acomete nervos cranianos/periféricos, predominantemente MOTORA e aguda, não sensitiva.
A mononeuropatia diabética é uma complicação crônica do diabetes que afeta nervos isolados, frequentemente cranianos (como o III par) ou periféricos (como o nervo fibular). Ao contrário da polineuropatia sensitivo-motora distal, a mononeuropatia é caracterizada por um início agudo e sintomas predominantemente motores, não sensitivos, e pode ser dolorosa.
O diabetes mellitus é uma doença crônica que, se não controlada adequadamente, leva a uma série de complicações micro e macrovasculares, afetando múltiplos sistemas orgânicos. A compreensão dessas complicações é vital para o manejo e a prevenção de morbidades significativas em pacientes diabéticos. As complicações microvasculares incluem retinopatia, nefropatia e neuropatia, enquanto as macrovasculares envolvem doença arterial coronariana, doença cerebrovascular e doença arterial periférica. A mononeuropatia diabética é uma forma de neuropatia que afeta um único nervo ou um grupo de nervos isolados, sendo uma complicação crônica do diabetes. Diferente da polineuropatia sensitivo-motora distal (a forma mais comum de neuropatia diabética, que é simétrica e predominantemente sensitiva), a mononeuropatia é caracterizada por um início agudo, dor e disfunção predominantemente motora. Nervos cranianos (como o oculomotor - III par) e nervos periféricos (como o fibular ou o femoral) são comumente afetados, resultando em sintomas como ptose, diplopia ou fraqueza muscular específica, respectivamente. A afirmação de que gera anormalidades predominantemente sensitivas está incorreta, pois o componente motor é mais proeminente. Outras complicações crônicas importantes incluem a microangiopatia que acomete o coração, podendo explicar a cardiomiopatia congestiva em pacientes sem doença coronariana aparente; a nefropatia diabética, que se manifesta inicialmente por proteinúria e progride para diminuição da função renal; e a retinopatia proliferativa, que resulta da oclusão de pequenos vasos e neovascularização na retina, com risco de hemorragias e cegueira. O controle glicêmico rigoroso, o manejo da pressão arterial e a dislipidemia são cruciais para prevenir ou retardar a progressão dessas complicações.
A mononeuropatia diabética manifesta-se tipicamente como uma disfunção aguda e dolorosa de um nervo isolado, frequentemente nervos cranianos (como o III par, causando ptose e diplopia) ou nervos periféricos (como o nervo fibular, causando pé caído), com sintomas predominantemente motores.
A nefropatia diabética manifesta-se inicialmente por microalbuminúria, que progride para proteinúria franca. Subsequentemente, ocorre uma diminuição progressiva da taxa de filtração glomerular, levando ao aumento dos níveis séricos de ureia e creatinina e, eventualmente, à doença renal crônica terminal.
A retinopatia proliferativa é a forma mais grave da retinopatia diabética, caracterizada pela oclusão de pequenos vasos retinianos, levando à isquemia e à formação de novos vasos sanguíneos anormais (neovascularização) e tecido fibroso na retina e na câmara vítrea, com risco de hemorragia vítrea e descolamento de retina.
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