UFSCar - Hospital Universitário de São Carlos (SP) — Prova 2020
Paciente masculino, 47 anos, é admitido no Pronto Atendimento com quadro de monoartrite aguda em joelho direito. Ao exame, apresenta hiperemia, dor intensa limitando a mobilização ativa e passiva e moderado derrame articular. Nega trauma local prévio. A melhor conduta inicial, frente ao caso é:
Monoartrite aguda sem trauma: Artrocentese diagnóstica é essencial para excluir artrite séptica e identificar cristais.
Em um quadro de monoartrite aguda sem trauma prévio, a principal preocupação é descartar artrite séptica, uma emergência médica. A artrocentese com análise do líquido sinovial (citologia, pesquisa de cristais e cultura) é fundamental para o diagnóstico diferencial e para guiar o tratamento adequado.
A monoartrite aguda é uma condição caracterizada pela inflamação de uma única articulação, de início súbito, e é uma emergência médica até que a artrite séptica seja descartada. A artrite séptica, se não tratada prontamente, pode levar à destruição articular e sepse. O diagnóstico diferencial inclui gota, pseudogota, artrite reativa e osteoartrite com derrame. Diante de um quadro de monoartrite aguda, especialmente sem história de trauma, a conduta inicial mais importante é a realização de artrocentese diagnóstica. Este procedimento consiste na punção da articulação para coleta do líquido sinovial, que será enviado para análise laboratorial. A análise do líquido sinovial deve incluir: citologia (contagem de células, diferencial e morfologia), pesquisa de cristais (para gota e pseudogota) e cultura com antibiograma (para identificar agentes infecciosos). Os resultados guiarão o tratamento específico, que pode variar desde antibioticoterapia para artrite séptica até anti-inflamatórios e colchicina para gota. Iniciar tratamento empírico sem o diagnóstico etiológico pode atrasar o manejo adequado e piorar o prognóstico.
As principais causas de monoartrite aguda incluem artrite séptica (emergência), gota, pseudogota (artrite por pirofosfato de cálcio), osteoartrite com derrame, artrite reativa e trauma.
A artrocentese é crucial porque permite a análise do líquido sinovial, que pode confirmar ou excluir artrite séptica (por cultura e contagem celular), identificar cristais (gota, pseudogota) e fornecer informações para o diagnóstico diferencial, guiando o tratamento específico.
Na artrite séptica, o líquido sinovial geralmente apresenta alta contagem de leucócitos (>50.000/mm³ com predomínio de neutrófilos) e cultura positiva. Na gota, encontram-se cristais de urato monossódico birrefringentes negativos em forma de agulha.
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