Monoartrite Aguda: Diagnóstico Essencial no Pronto Atendimento

UFSCar - Hospital Universitário de São Carlos (SP) — Prova 2020

Enunciado

Paciente masculino, 47 anos, é admitido no Pronto Atendimento com quadro de monoartrite aguda em joelho direito. Ao exame, apresenta hiperemia, dor intensa limitando a mobilização ativa e passiva e moderado derrame articular. Nega trauma local prévio. A melhor conduta inicial, frente ao caso é:

Alternativas

  1. A) Realizar artrocentese de alívio no joelho direito e infiltrar corticosteróide.
  2. B) Encaminhar para o ortopedista para abordagem cirúrgica, imediatamente.
  3. C) Colher ácido úrico sérico e urinário, prescrever AINE, colchicina e compressa de gelo local.
  4. D) Puncionar o joelho para realização de citologia, pesquisa de cristais e cultura do líquido sinovial.
  5. E) Iniciar antibioticoterapia para artrite séptica

Pérola Clínica

Monoartrite aguda sem trauma: Artrocentese diagnóstica é essencial para excluir artrite séptica e identificar cristais.

Resumo-Chave

Em um quadro de monoartrite aguda sem trauma prévio, a principal preocupação é descartar artrite séptica, uma emergência médica. A artrocentese com análise do líquido sinovial (citologia, pesquisa de cristais e cultura) é fundamental para o diagnóstico diferencial e para guiar o tratamento adequado.

Contexto Educacional

A monoartrite aguda é uma condição caracterizada pela inflamação de uma única articulação, de início súbito, e é uma emergência médica até que a artrite séptica seja descartada. A artrite séptica, se não tratada prontamente, pode levar à destruição articular e sepse. O diagnóstico diferencial inclui gota, pseudogota, artrite reativa e osteoartrite com derrame. Diante de um quadro de monoartrite aguda, especialmente sem história de trauma, a conduta inicial mais importante é a realização de artrocentese diagnóstica. Este procedimento consiste na punção da articulação para coleta do líquido sinovial, que será enviado para análise laboratorial. A análise do líquido sinovial deve incluir: citologia (contagem de células, diferencial e morfologia), pesquisa de cristais (para gota e pseudogota) e cultura com antibiograma (para identificar agentes infecciosos). Os resultados guiarão o tratamento específico, que pode variar desde antibioticoterapia para artrite séptica até anti-inflamatórios e colchicina para gota. Iniciar tratamento empírico sem o diagnóstico etiológico pode atrasar o manejo adequado e piorar o prognóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de monoartrite aguda?

As principais causas de monoartrite aguda incluem artrite séptica (emergência), gota, pseudogota (artrite por pirofosfato de cálcio), osteoartrite com derrame, artrite reativa e trauma.

Por que a artrocentese é a conduta inicial mais importante na monoartrite aguda?

A artrocentese é crucial porque permite a análise do líquido sinovial, que pode confirmar ou excluir artrite séptica (por cultura e contagem celular), identificar cristais (gota, pseudogota) e fornecer informações para o diagnóstico diferencial, guiando o tratamento específico.

Quais são os achados esperados no líquido sinovial em casos de artrite séptica e gota?

Na artrite séptica, o líquido sinovial geralmente apresenta alta contagem de leucócitos (>50.000/mm³ com predomínio de neutrófilos) e cultura positiva. Na gota, encontram-se cristais de urato monossódico birrefringentes negativos em forma de agulha.

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