FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025
Paciente com 16 anos de vida com história de febre, mal-estar, dor no corpo, dor de cabeça e aparecimento de lesões em região perineal e genital tipo vesiculares umbilicadas. Refere que houve exposição sexual desprotegida com várias pessoas inclusive do mesmo sexo. Houve a realização de suspeita de Monkepox. Assinale a alternativa correta com relação à esta virose emergente com relação a medidas de controles com relação ao tempo de isolamento adequado e o tempo necessário de observação para que as pessoas que tiveram contato com o caso suspeito, desenvolva a doença:
Mpox → Isolamento até queda das crostas + reepitelização; monitorar contatos por 21 dias.
O isolamento do paciente com Mpox deve ser mantido até a resolução completa das lesões cutâneas (queda das crostas e pele nova). O período de observação de 21 dias para contatos baseia-se no tempo máximo de incubação.
A Mpox é uma zoonose viral causada pelo vírus monkeypox (MPXV), do gênero Orthopoxvirus. O quadro clínico clássico envolve pródromos de febre e cefaleia, seguidos por linfadenopatia e uma erupção cutânea que progride de máculas a vesículas, pústulas e crostas. A umbilicação das lesões é uma característica morfológica importante para o diagnóstico diferencial. O manejo epidemiológico foca na interrupção da cadeia de transmissão. O isolamento rigoroso é fundamental devido à estabilidade do vírus no ambiente e à infectividade das lesões até a cicatrização completa. A vacinação e o uso de antivirais como o tecovirimat são reservados para grupos de alto risco ou casos graves, conforme diretrizes do Ministério da Saúde e OMS.
O isolamento deve ser mantido até que todas as lesões tenham progredido para a fase de crosta, estas tenham caído naturalmente e uma nova camada de pele (reepitelização) tenha se formado por baixo. Enquanto houver crostas ou lesões ativas, o potencial de transmissão por contato direto ou fômites persiste, exigindo a manutenção das precauções de contato e gotículas.
O período de incubação da Mpox varia geralmente de 5 a 21 dias. Por esse motivo, as autoridades de saúde recomendam que indivíduos que tiveram contato desprotegido com casos confirmados ou suspeitos sejam monitorados por um período máximo de 21 dias após a última exposição, observando o surgimento de febre, linfadenopatia ou exantema.
A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões cutâneas, fluidos corporais ou gotículas respiratórias de uma pessoa infectada. Também pode ocorrer por meio de fômites (objetos contaminados, como roupas de cama). Durante o surto recente, a transmissão por contato íntimo e sexual foi a via predominante relatada.
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