Mpox: Diagnóstico e Sinais Chave em Pacientes com IST

USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025

Enunciado

Homem, 27 anos, auxiliar administrativo, morador de Ribeirão Preto. Há 6 dias com fadiga, mal-estar e odinofagia. Nega febre. Um dia após o início do quadro, notou lesões de pele (figuras abaixo). Refere início dos sintomas uma semana após relações sexuais com diferentes parceiros, com uso de preservativos nas relações sexuais genitais, porém não nas relações sexuais orais. Nega contato com áreas de mata ou com animais silvestres ou domésticos. Exame físico: lesões de pele pouco numerosas e com distribuição aleatória conforme fotos abaixo. Orofaringe: hiperemiada com pequena úlcera em palato mole. Linfonodos palpáveis em região cervical e axilar. Hemograma, dosagem de transaminases e avaliação da função renal sem alterações. Teste rápido para HIV, sífilis, hepatite C e B negativos. Qual agente infeccioso é a provável causa do quadro?

Alternativas

  1. A) Treponema pallidum.
  2. B) Monkeypox vírus.
  3. C) Neisseria gonorrhoeae.
  4. D) Vírus varicela-zóster.

Pérola Clínica

Fadiga, odinofagia, linfadenopatia e lesões cutâneas vesiculares/pustulosas em paciente com múltiplos parceiros sexuais → suspeitar Mpox.

Resumo-Chave

A apresentação clínica de Mpox (varíola dos macacos) pode incluir sintomas prodrômicos como fadiga e odinofagia, seguidos por linfadenopatia e lesões cutâneas que evoluem de máculas a pústulas, com distribuição variada. A história de múltiplos parceiros sexuais e sexo oral desprotegido é um fator de risco importante para a transmissão.

Contexto Educacional

A Monkeypox (Mpox), ou varíola dos macacos, é uma doença zoonótica viral causada pelo vírus Mpox, da família Poxviridae. Recentemente, ganhou destaque devido a um surto global com transmissão predominantemente humano-humano, especialmente entre homens que fazem sexo com homens (HSH) através de contato íntimo e sexual. A compreensão de sua epidemiologia e apresentação clínica é vital para o diagnóstico precoce. A fisiopatologia envolve a replicação viral e a disseminação, resultando em sintomas prodrômicos e lesões cutâneas. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de exposição e nos achados físicos, como febre, fadiga, odinofagia, linfadenopatia e as características lesões cutâneas (máculas, pápulas, vesículas, pústulas e crostas). A confirmação laboratorial é feita por PCR de amostras das lesões. O manejo é principalmente de suporte, com alívio sintomático. A prevenção envolve a vacinação de grupos de risco e a adoção de práticas sexuais seguras. É fundamental que residentes e profissionais de saúde estejam atentos aos sintomas e à história epidemiológica para diferenciar Mpox de outras doenças com lesões cutâneas semelhantes, como sífilis, herpes, varicela e outras ISTs, garantindo o isolamento adequado e o tratamento oportuno.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas iniciais da Monkeypox (Mpox)?

Os sintomas iniciais da Mpox podem incluir febre, fadiga, dor de cabeça, mialgia, dor nas costas e, caracteristicamente, linfadenopatia (inchaço dos gânglios linfáticos) antes ou junto com o aparecimento das lesões cutâneas.

Como as lesões cutâneas da Mpox se apresentam e evoluem?

As lesões cutâneas da Mpox geralmente começam como máculas, progridem para pápulas, vesículas, pústulas e, finalmente, crostas. Podem aparecer em qualquer parte do corpo, incluindo genitais, ânus, face e extremidades, e podem estar em diferentes estágios de evolução simultaneamente.

Qual a importância da história sexual no diagnóstico de Mpox?

A história sexual é crucial, pois a transmissão do Mpox tem sido predominantemente observada entre homens que fazem sexo com homens (HSH) através de contato íntimo, incluindo relações sexuais. A presença de múltiplos parceiros e sexo oral desprotegido aumenta a suspeita.

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