FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2023
Paciente masculino, 34 anos, bissexual, refere febre, cefaléia, tosse, mialgia, linfadenopatia cervical. Apresentava ainda lesões no rosto, que surgiram 2 dias após o início do quadro e que se tornaram disseminadas pelo corpo. Estas inicialmente eram eritematosas e sobre as mesmas surgiram vesículas com secreção, que romperam com surgimento de crostas. Qual a principal suspeita diagnóstica e qual exame laboratorial para confirmar o diagnóstico?
Febre, mialgia, linfadenopatia + lesões vesiculares/crostosas disseminadas → Monkeypox, confirmar com qPCR.
O quadro de febre, sintomas sistêmicos (cefaleia, tosse, mialgia), linfadenopatia e lesões cutâneas que evoluem de eritematosas para vesículas e crostas, disseminadas pelo corpo, em um paciente bissexual, é altamente sugestivo de Monkeypox. O diagnóstico é confirmado por qPCR.
A Monkeypox, ou varíola dos macacos, é uma doença zoonótica viral causada pelo vírus Monkeypox, um ortopoxvírus. Embora historicamente endêmica em partes da África, surtos recentes demonstraram sua capacidade de disseminação global, inclusive por transmissão pessoa a pessoa, muitas vezes associada a contato íntimo. É crucial para residentes e profissionais de saúde reconhecerem seus sinais e sintomas para um diagnóstico e manejo adequados. A apresentação clínica da Monkeypox geralmente começa com um pródromo de 1 a 5 dias, caracterizado por febre, cefaleia intensa, mialgia, dor lombar, astenia e, notavelmente, linfadenopatia (inchaço dos gânglios linfáticos), que pode ser cervical, axilar ou inguinal. Esta linfadenopatia é um diferencial importante em relação à varicela. Após o pródromo, surge o exantema, que tipicamente começa no rosto e se espalha para outras partes do corpo, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés. As lesões cutâneas evoluem de máculas para pápulas, vesículas (muitas vezes umbilicadas), pústulas e, finalmente, crostas que caem. As lesões tendem a estar no mesmo estágio de desenvolvimento em uma determinada área do corpo. O diagnóstico é confirmado por Reação em Cadeia da Polimerase em Tempo Real (qPCR) a partir de amostras das lesões. O manejo é principalmente de suporte, com isolamento do paciente e monitoramento de complicações. A vacinação e a educação sobre as vias de transmissão são importantes medidas de saúde pública.
A Monkeypox geralmente começa com febre, cefaleia, mialgia, fadiga e linfadenopatia (muitas vezes proeminente), seguida pelo desenvolvimento de um exantema que progride de máculas para pápulas, vesículas, pústulas e crostas.
As lesões cutâneas da Monkeypox tipicamente surgem 1-3 dias após o início da febre e evoluem de máculas para pápulas, vesículas (com umbilicação central), pústulas e, finalmente, crostas que caem. Elas tendem a ser monomórficas (todas no mesmo estágio de desenvolvimento) em uma determinada área.
O diagnóstico de Monkeypox é confirmado por Reação em Cadeia da Polimerase em Tempo Real (qPCR) a partir de amostras das lesões cutâneas (líquido vesicular, crostas, escarificação da lesão).
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