Sulfato de Magnésio: Parâmetros Essenciais de Monitorização

São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2023

Enunciado

Uma gestante de 32 semanas em quadro de pré-eclâmpsia grave deve ser submetida da profilaxia com Sulfato de Magnésio endovenoso, devendo o Plantonista ter em registro impresso os seguintes parâmetros, exceto:

Alternativas

  1. A) Reflexo patelar.
  2. B) Escala de coma de Glasgow.
  3. C) Diurese.
  4. D) Frequência respiratória.

Pérola Clínica

Monitorização de Sulfato de Magnésio: Reflexo patelar, FR, Diurese. Glasgow NÃO é parâmetro primário para toxicidade.

Resumo-Chave

A monitorização da toxicidade do Sulfato de Magnésio em gestantes com pré-eclâmpsia grave é essencial e inclui a avaliação do reflexo patelar (perda indica toxicidade), frequência respiratória (depressão respiratória) e diurese (oligúria pode levar ao acúmulo). A Escala de Coma de Glasgow, embora avalie o nível de consciência, não é o parâmetro mais específico para a toxicidade do magnésio.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia grave é uma condição obstétrica séria que pode evoluir para eclâmpsia, uma emergência com alto risco de morbimortalidade materna e fetal. O Sulfato de Magnésio é a droga de escolha para a profilaxia e tratamento das convulsões eclâmpticas devido ao seu efeito neuroprotetor e anticonvulsivante. No entanto, seu uso requer monitorização rigorosa devido ao risco de toxicidade, que pode ser fatal. A monitorização da paciente em uso de Sulfato de Magnésio deve ser contínua e focada em parâmetros específicos que refletem os níveis séricos do magnésio. Os principais são o reflexo patelar, que se torna hipoativo ou ausente com níveis tóxicos; a frequência respiratória, pois a depressão respiratória é uma complicação grave; e a diurese, já que o magnésio é excretado renalmente e a oligúria pode levar ao acúmulo. A Escala de Coma de Glasgow, embora útil para avaliação neurológica geral, não é o parâmetro primário para detectar a toxicidade do magnésio, que se manifesta mais diretamente nos reflexos e na função respiratória. Para o residente, é fundamental conhecer esses parâmetros e saber agir em caso de toxicidade, que inclui a interrupção imediata da infusão e a administração de gluconato de cálcio como antídoto. A compreensão aprofundada da farmacologia e da monitorização do Sulfato de Magnésio é um conhecimento essencial para a segurança da paciente e um tópico frequentemente cobrado em provas de residência em Ginecologia e Obstetrícia.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de toxicidade por Sulfato de Magnésio?

Os principais sinais de toxicidade por Sulfato de Magnésio incluem a perda do reflexo patelar, depressão da frequência respiratória (abaixo de 12 incursões por minuto), oligúria (diurese menor que 25 mL/hora ou 100 mL/4 horas) e, em casos mais graves, parada cardíaca.

Por que a Escala de Coma de Glasgow não é o parâmetro mais adequado para monitorar a toxicidade do magnésio?

A Escala de Coma de Glasgow avalia o nível de consciência, que pode ser afetado pela toxicidade do magnésio, mas não é o parâmetro mais específico. A depressão respiratória e a arreflexia são sinais mais diretos e precoces de toxicidade, sendo a Glasgow mais útil para avaliar o estado neurológico geral, mas não a toxicidade específica do magnésio.

Qual é o antídoto para a toxicidade por Sulfato de Magnésio?

O antídoto específico para a toxicidade por Sulfato de Magnésio é o gluconato de cálcio a 10%, administrado lentamente por via intravenosa. Além disso, a interrupção imediata da infusão de magnésio é fundamental.

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