Monitorização de Retalhos: Protocolo das Primeiras 24 Horas

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025

Enunciado

Mulher de 23 anos sofreu queda de moto com fratura exposta e perda de tecidos do terço médio da perna esquerda, com uma extensão de 7 x 5 cm e exposição óssea sem periósteo. Após a realização da segunda reconstrução, os médicos realizaram revezamento para checar a perfusão do retalho nas primeiras 24 horas, que idealmente deve ser 1 vez a cada:

Alternativas

  1. A) 20 minutos.
  2. B) 60 minutos.
  3. C) 4 horas.
  4. D) 6 horas.

Pérola Clínica

Monitorização de retalho nas primeiras 24h = Avaliação horária (60 min).

Resumo-Chave

A viabilidade de um retalho depende da detecção precoce de complicações vasculares; a avaliação clínica horária nas primeiras 24 horas é o padrão-ouro para intervenção oportuna.

Contexto Educacional

Na cirurgia plástica reconstrutiva, especialmente em traumas graves de membros inferiores com exposição óssea e perda de periósteo, o uso de retalhos (pediculados ou livres) é essencial para o salvamento do membro. A vigilância rigorosa pela equipe de enfermagem e médica treinada é o fator determinante para o sucesso da reconstrução. A monitorização clínica continua sendo o padrão-ouro, embora dispositivos tecnológicos como o Doppler implantável ou a oximetria tecidual possam auxiliar. O protocolo de 60 minutos nas primeiras 24 horas, seguido de avaliações a cada 2 ou 4 horas no segundo dia, é amplamente aceito para garantir que qualquer sinal de sofrimento vascular seja prontamente abordado.

Perguntas Frequentes

Qual a frequência ideal de monitorização de um retalho nas primeiras 24h?

O protocolo padrão ouro na microcirurgia reconstrutiva recomenda a avaliação da perfusão do retalho a cada 60 minutos (horária) durante as primeiras 24 horas pós-operatórias. Este é o período crítico onde a maioria das complicações vasculares, como tromboses de anastomose arterial ou venosa, ocorre. A detecção precoce permite a reintervenção imediata, aumentando as chances de salvamento do retalho.

Quais sinais clínicos são avaliados na monitorização do retalho?

Os principais parâmetros clínicos são: cor (palidez sugere insuficiência arterial; cianose sugere congestão venosa), temperatura cutânea, tempo de enchimento capilar (normal entre 1-3 segundos) e turgor tecidual. O teste de sangramento após picada com agulha (sangue vermelho vivo vs. sangue escuro/ausente) também é um indicador clínico valioso da vitalidade do tecido.

Por que a detecção precoce de falha vascular é vital?

Se uma trombose de anastomose for identificada rapidamente, o paciente pode ser levado imediatamente de volta ao centro cirúrgico para revisão microvascular. O sucesso do salvamento do retalho cai drasticamente à medida que o tempo de isquemia quente aumenta. Após algumas horas de isquemia, ocorrem danos irreversíveis ao endotélio e parênquima do retalho, tornando a monitorização horária indispensável para o sucesso cirúrgico.

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