Lesão Hepática Traumática: Monitorização de Ressangramento

HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2022

Enunciado

Um paciente de 63 anos de idade, vítima de atropelamento há cerca de 40 minutos, chegou à sala de emergência queixando-se de dor em hemitórax direito e abdome. Ao exame, encontrava-se com Glasgow 15, pulso de 92 bpm, PA = 140 mmHg X 90 mmHg e presença de escoriação em região toracoabdominal à direita. Apresentava murmúrio vesicular presente bilateralmente e abdome plano, flácido, pouco doloroso em hipocôndrio direito. Realizou tomografia computadorizada de abdome, que mostrou moderada quantidade de líquido na cavidade, com uma lesão hepática grau III em segmentos V e VI, com presença de blush, sem outras lesões avaliadas. A respeito desse caso clínico, julgue o item.O controle de hemoglobina e hematócrito é uma maneira efetiva de avaliar o ressangramento de uma lesão hepática como a descrita.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Lesão hepática com blush → controle seriado de Hb/Ht é crucial para monitorar ressangramento e instabilidade hemodinâmica.

Resumo-Chave

Em lesões hepáticas traumáticas com blush (extravasamento de contraste), a monitorização seriada de hemoglobina e hematócrito é fundamental para detectar ressangramento e guiar a necessidade de intervenção (embolização ou cirurgia), mesmo em pacientes inicialmente estáveis.

Contexto Educacional

O trauma abdominal fechado é uma causa comum de lesões hepáticas, que variam de contusões a lacerações complexas. A lesão hepática grau III com blush (extravasamento de contraste) indica sangramento ativo e é um achado crítico que exige vigilância, mesmo em pacientes inicialmente estáveis. O manejo não operatório é a abordagem preferencial para a maioria das lesões hepáticas traumáticas em pacientes hemodinamicamente estáveis. No entanto, a presença de blush na tomografia computadorizada é um preditor de falha do tratamento conservador e ressangramento. A monitorização seriada de hemoglobina e hematócrito é uma ferramenta efetiva para detectar ressangramento e avaliar a necessidade de intervenção, como embolização angiográfica ou laparotomia, mesmo em pacientes inicialmente estáveis. A queda progressiva desses valores, associada ou não a sinais de instabilidade hemodinâmica, deve alertar para a piora do quadro, sendo crucial para a tomada de decisão clínica.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de ressangramento em lesão hepática traumática?

Os sinais de ressangramento incluem queda progressiva da hemoglobina e hematócrito, taquicardia, hipotensão, distensão abdominal e piora da dor. A instabilidade hemodinâmica é um sinal tardio e grave.

Por que o blush hepático na TC é um achado importante em trauma?

O blush hepático na tomografia computadorizada indica extravasamento ativo de contraste, sugerindo sangramento em curso. É um preditor de falha do manejo não operatório e pode indicar a necessidade de embolização angiográfica.

Quando a monitorização de hemoglobina e hematócrito é indicada no trauma hepático?

A monitorização seriada de hemoglobina e hematócrito é indicada em todos os pacientes com lesão hepática traumática, especialmente aqueles com blush na TC ou lesões de alto grau, para detectar ressangramento e guiar a conduta.

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