UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2020
Considerando as aplicações da monitorização residencial da pressão arterial, não podemos apenas indicar como inadequado que:
MRPA avalia PA em ambiente domiciliar; PA noturna da MAPA é mais preditiva de risco cardiovascular.
A MRPA é útil para avaliar variações da PA no dia a dia e nos períodos matinal/entardecer. No entanto, a PA durante o sono, obtida pela MAPA, é considerada mais preditiva de dano em órgão-alvo e eventos cardiovasculares do que as medidas da MRPA no entardecer/anoitecer.
A monitorização da pressão arterial fora do consultório, seja pela Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA) ou pela Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA), é fundamental para um diagnóstico mais preciso da hipertensão e para a estratificação de risco cardiovascular. Ambas as técnicas fornecem informações valiosas que as medidas isoladas em consultório não conseguem captar. A MRPA permite avaliar as variações da pressão arterial no dia a dia do paciente, em seu ambiente habitual, e distinguir entre as medidas do período matinal e do entardecer/anoitecer. Isso é útil para identificar a hipertensão do jaleco branco e a hipertensão mascarada, além de monitorar a eficácia do tratamento. A pressão arterial matinal elevada, por exemplo, é um fator de risco conhecido para eventos cardiovasculares, como o acidente vascular encefálico (AVE). No entanto, a MAPA tem uma vantagem crucial: a capacidade de medir a pressão arterial durante o sono. A pressão arterial noturna e o padrão de 'dipping' (queda fisiológica da PA durante o sono) são considerados os preditores mais fortes de dano em órgão-alvo e eventos cardiovasculares. A questão aborda que a associação de dano em órgão-alvo com a PA do entardecer/anoitecer da MRPA *não pode* ser equivalente à PA durante o sono da MAPA, o que é uma afirmação correta, pois a PA noturna da MAPA é superior em preditividade.
A MRPA é indicada para confirmar o diagnóstico de hipertensão, identificar hipertensão do jaleco branco, hipertensão mascarada, e avaliar a resposta ao tratamento anti-hipertensivo, fornecendo medidas em ambiente habitual do paciente.
A pressão arterial durante o sono, obtida pela MAPA, é um forte preditor independente de eventos cardiovasculares e dano em órgão-alvo, sendo mais relevante que as medidas diurnas para a estratificação de risco.
Não, a MRPA não substitui a MAPA em todas as situações, especialmente na avaliação da pressão arterial noturna e do padrão de 'dipping', que são cruciais para a estratificação de risco cardiovascular e não são captados pela MRPA.
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