Avaliação da Hidratação em Trauma e Queimadura: Diurese

SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2021

Enunciado

O melhor parâmetro para avaliar a hidratação de paciente politrauma com queimadura e em reposição volêmica é:

Alternativas

  1. A) Pressão arterial
  2. B) Saturação pela oximetria de pulso
  3. C) Índice hematimétrico pelo hemograma
  4. D) Diuese
  5. E) NDA

Pérola Clínica

Em politrauma/queimadura, a diurese é o melhor parâmetro para avaliar a hidratação e adequação da reposição volêmica.

Resumo-Chave

Em pacientes politraumatizados ou com grandes queimaduras, a avaliação da hidratação e da adequação da reposição volêmica é crucial. A diurese horária é o parâmetro mais confiável, pois reflete diretamente a perfusão renal e, consequentemente, a perfusão tecidual global, sendo um indicador precoce de choque ou sobrecarga hídrica, mais fidedigno que a pressão arterial ou frequência cardíaca em cenários de instabilidade hemodinâmica e grandes perdas volêmicas.

Contexto Educacional

A avaliação e o manejo da hidratação em pacientes politraumatizados e com queimaduras graves são pilares fundamentais do tratamento inicial, visando restaurar e manter a perfusão tecidual adequada. Esses pacientes frequentemente apresentam grandes perdas volêmicas devido a hemorragias, extravasamento capilar (em queimaduras) e edema, levando ao choque hipovolêmico. A importância clínica reside na prevenção de disfunção de múltiplos órgãos e na otimização da recuperação. A fisiopatologia do choque no trauma e na queimadura envolve a diminuição do volume intravascular e a consequente redução do débito cardíaco e da perfusão orgânica. A monitorização da diurese horária é o parâmetro mais fidedigno para avaliar a adequação da reposição volêmica, pois reflete diretamente a perfusão renal, um órgão sensível à hipovolemia. Outros sinais vitais, como pressão arterial e frequência cardíaca, podem ser tardios ou mascarados por mecanismos compensatórios. O lactato sérico também é um bom indicador de hipoperfusão tecidual. O tratamento envolve a reposição volêmica agressiva com cristaloides, guiada pela diurese e outros parâmetros de perfusão. Em queimaduras, a fórmula de Parkland é um guia inicial, mas a diurese é o ajuste fino. O prognóstico está diretamente relacionado à capacidade de manter uma perfusão adequada e evitar a sobrecarga hídrica, que pode levar a complicações pulmonares e cardíacas. Residentes devem dominar a interpretação da diurese para um manejo eficaz.

Perguntas Frequentes

Por que a diurese é o melhor parâmetro para avaliar a hidratação em politrauma e queimaduras?

A diurese reflete diretamente a perfusão renal, que é um indicador sensível da perfusão tecidual global e da adequação da volemia. Em situações de choque hipovolêmico ou grandes queimaduras, o débito urinário diminui precocemente, servindo como um alerta para a necessidade de mais fluidos, antes que outros sinais vitais se alterem de forma significativa.

Quais são as metas de diurese em pacientes adultos com politrauma ou queimaduras?

As metas geralmente são de 0,5 a 1 mL/kg/hora para adultos. Em pacientes queimados, a fórmula de Parkland é usada para guiar a reposição inicial, mas a diurese é o principal indicador para ajustar a taxa de infusão de fluidos, visando manter a perfusão renal adequada sem sobrecarga.

Quais outros parâmetros devem ser monitorados junto com a diurese?

Além da diurese, outros parâmetros importantes incluem frequência cardíaca, pressão arterial, tempo de enchimento capilar, nível de consciência, lactato sérico e, em casos selecionados, pressão venosa central ou débito cardíaco. A avaliação conjunta desses indicadores oferece uma visão mais completa do estado hemodinâmico do paciente.

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