Monitorização Fetal no Parto: Taquissistolia e FCF

Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2021

Enunciado

Na assistência ao parto, a monitorização do bem-estar fetal é imperiosa. Com relação a esse cuidado, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Com taquissistolia, a frequência cardíaca fetal (FCF) poderá ficar alterada, sendo que a retirada da ocitocina, se estiver sendo utilizada, a administração de uterolítico ou até mesmo a mudança de decúbito poderão reverter o quadro distócico e levar a FC ao padrão de normalidade.
  2. B) Se deve acompanhar o partograma de maneira que os controles da frequência cardíaca fetal (FCF) sejam feitos em cada avaliação, que deve ser de hora em hora ou a cada 2 horas.
  3. C) A presença de líquido meconial denota um processo de centralização fetal com desvio de sangue para os órgãos nobres (sofrimento feta compensado), acelerando o trânsito intestinal, relaxando os esfíncteres e eliminando mecônio; assim o parto deve ocorrer o mais breve possível.
  4. D) As desacelerações precoces são indicativas de hipoxemia fetal e, na sua presença, deve-se administrar oxigênio e acelerar o parto.

Pérola Clínica

Taquissistolia uterina → FCF alterada. Conduta: suspender ocitocina, uterolítico, mudança de decúbito.

Resumo-Chave

A taquissistolia uterina (contrações excessivas) pode comprometer o fluxo sanguíneo uteroplacentário, levando a alterações na FCF. A conduta inclui medidas para reduzir a atividade uterina e melhorar a oxigenação fetal, como suspender ocitocina, administrar uterolíticos e mudar o decúbito materno.

Contexto Educacional

A monitorização do bem-estar fetal durante o trabalho de parto é uma prática fundamental na obstetrícia para identificar precocemente sinais de sofrimento fetal e intervir adequadamente. A avaliação da frequência cardíaca fetal (FCF) é o principal método, seja por ausculta intermitente ou cardiotocografia contínua. A taquissistolia uterina, caracterizada por contrações excessivas, pode levar a um comprometimento do fluxo sanguíneo uteroplacentário, resultando em hipóxia fetal e alterações na FCF. Nesses casos, a intervenção é crucial e inclui a suspensão imediata de ocitocina (se em infusão), a administração de agentes uterolíticos para relaxar o útero e a mudança de decúbito materno para otimizar a perfusão. É importante diferenciar os tipos de desacelerações da FCF: as precoces são benignas e refletem compressão cefálica; as tardias são patológicas e indicam insuficiência uteroplacentária; e as variáveis são as mais comuns e associadas à compressão do cordão. O líquido meconial, embora possa indicar estresse fetal, não é por si só um sinal de sofrimento compensado e exige avaliação cuidadosa.

Perguntas Frequentes

O que é taquissistolia uterina e como afeta o feto?

Taquissistolia uterina é a ocorrência de mais de 5 contrações em 10 minutos, ou contrações com duração excessiva. Isso pode reduzir o fluxo sanguíneo para a placenta, diminuindo a oxigenação fetal e causando alterações na FCF.

Quais são as medidas para corrigir a taquissistolia e alterações da FCF?

As medidas incluem a suspensão da ocitocina (se em uso), administração de uterolíticos (como terbutalina) para relaxar o útero, e mudança de decúbito materno (geralmente para o lateral esquerdo) para otimizar o fluxo uteroplacentário.

Qual a diferença entre desacelerações precoces, tardias e variáveis?

Desacelerações precoces são benignas, coincidentes com a contração e reflexo de compressão cefálica. Desacelerações tardias são preocupantes, ocorrem após o pico da contração e indicam insuficiência uteroplacentária. Desacelerações variáveis são irregulares e associadas à compressão do cordão umbilical.

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