FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2025
Segundo as recomendações de monitorização fetal intraparto, julgue os itens a seguir.I A monitorização fetal intraparto pode ser realizada por meio da ausculta intermitente, da cardiotocografia ou com a intercalação dos dois métodos, a critério do médico assistente.II A cardiotocografia apresenta alta sensibilidade, baixa especificidade e alta taxa de falso‑positivo para acidose.III Diante de traçado alterado, deve‑se tentar elucidar a causa, instituir as medidas de reanimação intrauterina e seguir o protocolo de conduta específico.Assinale a alternativa correta.
CTG tem alta sensibilidade e baixa especificidade para acidose fetal, exigindo reanimação intrauterina e investigação.
A cardiotocografia é uma ferramenta de triagem com alta sensibilidade para detectar hipóxia fetal, mas sua baixa especificidade e alta taxa de falso-positivos para acidose real exigem cautela. Diante de um traçado alterado, a prioridade é identificar a causa, iniciar medidas de reanimação intrauterina e seguir protocolos para evitar intervenções desnecessárias ou tardias.
A monitorização fetal intraparto é essencial para avaliar o bem-estar fetal e identificar precocemente sinais de hipóxia ou acidose, permitindo intervenções oportunas. As diretrizes atuais permitem a ausculta intermitente em gestações de baixo risco e a cardiotocografia (CTG) contínua em gestações de alto risco ou quando há preocupação com o bem-estar fetal. A escolha do método deve ser individualizada e baseada em evidências. A cardiotocografia é amplamente utilizada, mas é crucial compreender suas limitações. Embora possua alta sensibilidade para detectar alterações que podem indicar hipóxia, sua baixa especificidade e alta taxa de falso-positivos para acidose fetal real são bem documentadas. Isso significa que muitos traçados "alterados" não representam sofrimento fetal iminente, e uma interpretação cuidadosa é necessária para evitar intervenções desnecessárias, como cesarianas. Diante de um traçado de CTG alterado, a primeira conduta é tentar elucidar a causa e instituir medidas de reanimação intrauterina, como mudança de decúbito materno, hidratação venosa, oxigenação e suspensão de ocitocina. Somente após a falha dessas medidas ou em casos de traçados francamente patológicos e persistentes, deve-se considerar a intervenção obstétrica. A adesão a protocolos específicos é fundamental para otimizar os resultados maternos e perinatais.
Os métodos recomendados incluem a ausculta intermitente, a cardiotocografia contínua ou a combinação de ambos, a escolha dependendo do risco gestacional e da preferência médica.
A principal limitação da CTG é sua baixa especificidade e alta taxa de falso-positivos para acidose fetal, o que significa que muitos traçados alterados não correspondem a acidose real, podendo levar a intervenções desnecessárias.
As medidas incluem mudança de decúbito materno (lateral esquerdo), hidratação venosa, administração de oxigênio suplementar, suspensão de ocitocina e, se necessário, tocolíticos para reduzir contrações uterinas.
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