Politraumatizado: Metas de Diurese e Manejo Inicial

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2024

Enunciado

Em relação ao paciente politraumatizado, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Em caso de retenção urinária, com hematoma perianal, deve ser realizada uma sondagem vesical de demora imediatamente.
  2. B) A diurese esperada em um adulto é de 0,5 mL/kg/h.
  3. C) Em crianças menores de seis anos de idade, se não for conseguido o acesso periférico, a segunda opção deve ser o acesso central.
  4. D) Na intubação orotraqueal de um adulto, a sequência rápida deve ser etomidato (3 mg/kg) e succinilcolina (1 g/kg).
  5. E) Na reposição volêmica inicial no paciente politraumatizado, a solução de preferência é o soro fisiológico.

Pérola Clínica

Politraumatizado adulto: diurese alvo = 0,5 mL/kg/h; criança = 1 mL/kg/h.

Resumo-Chave

A monitorização da diurese é um indicador crucial da perfusão renal e sistêmica em pacientes politraumatizados, refletindo a adequação da reposição volêmica. Valores abaixo do esperado podem indicar hipovolemia persistente ou choque.

Contexto Educacional

O manejo do paciente politraumatizado exige uma abordagem sistemática e rápida, seguindo os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support). A avaliação primária foca na identificação e tratamento de lesões com risco de vida imediato, enquanto a ressuscitação volêmica é crucial para restaurar a perfusão tecidual. A monitorização contínua dos sinais vitais e da diurese é fundamental para guiar a terapia e avaliar a resposta ao tratamento. A diurese é um dos parâmetros mais importantes para avaliar a perfusão renal e a adequação da reposuscitação volêmica. Em adultos, a meta é manter uma diurese de 0,5 mL/kg/h, enquanto em crianças, a meta é de 1 mL/kg/h. Valores abaixo desses indicam hipoperfusão e a necessidade de reavaliar a reposição de fluidos ou buscar outras causas de choque. Outros pontos críticos incluem o acesso vascular, que em crianças menores de 6 anos, se o periférico for difícil, o acesso intraósseo é a segunda opção. A intubação orotraqueal em trauma segue a sequência rápida, com doses específicas de sedativos (ex: etomidato 0.2-0.3 mg/kg) e relaxantes musculares (ex: succinilcolina 1-1.5 mg/kg). A sondagem vesical deve ser evitada em caso de suspeita de lesão uretral, como hematoma perianal, para não agravar a lesão.

Perguntas Frequentes

Qual a diurese esperada em um adulto politraumatizado?

A diurese esperada em um adulto politraumatizado é de 0,5 mL/kg/h, enquanto em crianças é de 1 mL/kg/h. Este é um importante indicador de perfusão renal e adequação da reposição volêmica.

Qual a segunda opção de acesso vascular em crianças menores de 6 anos com trauma?

Em crianças menores de seis anos, se o acesso periférico não for obtido, a segunda opção é o acesso intraósseo, devido à sua rapidez e segurança em emergências, sendo preferível ao acesso central inicial.

Quando a sondagem vesical é contraindicada no trauma?

A sondagem vesical é contraindicada em casos de suspeita de lesão uretral, como presença de hematoma perianal, sangue no meato uretral ou próstata alta. Nesses casos, deve-se realizar uretrografia retrógrada antes de qualquer tentativa de sondagem.

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