SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Em relação ao paciente politraumatizado, assinale a alternativa correta.
Politraumatizado adulto: diurese alvo = 0,5 mL/kg/h; criança = 1 mL/kg/h.
A monitorização da diurese é um indicador crucial da perfusão renal e sistêmica em pacientes politraumatizados, refletindo a adequação da reposição volêmica. Valores abaixo do esperado podem indicar hipovolemia persistente ou choque.
O manejo do paciente politraumatizado exige uma abordagem sistemática e rápida, seguindo os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support). A avaliação primária foca na identificação e tratamento de lesões com risco de vida imediato, enquanto a ressuscitação volêmica é crucial para restaurar a perfusão tecidual. A monitorização contínua dos sinais vitais e da diurese é fundamental para guiar a terapia e avaliar a resposta ao tratamento. A diurese é um dos parâmetros mais importantes para avaliar a perfusão renal e a adequação da reposuscitação volêmica. Em adultos, a meta é manter uma diurese de 0,5 mL/kg/h, enquanto em crianças, a meta é de 1 mL/kg/h. Valores abaixo desses indicam hipoperfusão e a necessidade de reavaliar a reposição de fluidos ou buscar outras causas de choque. Outros pontos críticos incluem o acesso vascular, que em crianças menores de 6 anos, se o periférico for difícil, o acesso intraósseo é a segunda opção. A intubação orotraqueal em trauma segue a sequência rápida, com doses específicas de sedativos (ex: etomidato 0.2-0.3 mg/kg) e relaxantes musculares (ex: succinilcolina 1-1.5 mg/kg). A sondagem vesical deve ser evitada em caso de suspeita de lesão uretral, como hematoma perianal, para não agravar a lesão.
A diurese esperada em um adulto politraumatizado é de 0,5 mL/kg/h, enquanto em crianças é de 1 mL/kg/h. Este é um importante indicador de perfusão renal e adequação da reposição volêmica.
Em crianças menores de seis anos, se o acesso periférico não for obtido, a segunda opção é o acesso intraósseo, devido à sua rapidez e segurança em emergências, sendo preferível ao acesso central inicial.
A sondagem vesical é contraindicada em casos de suspeita de lesão uretral, como presença de hematoma perianal, sangue no meato uretral ou próstata alta. Nesses casos, deve-se realizar uretrografia retrógrada antes de qualquer tentativa de sondagem.
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