HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Pessoas com DM2 instável, utilizando múltiplas doses de insulina, quando em uso de CGM (CONTINUOUS GLUCOSE MONITORING), devem utilizar, como referência adicional aos parâmetros tradicionais:
CGM em DM2 instável → usar TIR, TBR, TAR (180/250 mg/dL) para avaliar variabilidade glicêmica.
Em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 instável e em uso de múltiplas doses de insulina, a Monitorização Contínua de Glicose (CGM) oferece parâmetros adicionais e mais detalhados para avaliar o controle glicêmico. Além da glicemia capilar e HbA1c, o Tempo no Alvo (TIR), Tempo em Hipoglicemia (TBR) e Tempo Acima do Alvo (TAR) fornecem uma visão abrangente da variabilidade glicêmica, permitindo ajustes mais precisos na terapia.
A Monitorização Contínua de Glicose (CGM) revolucionou o manejo do Diabetes Mellitus, oferecendo uma visão dinâmica e detalhada do perfil glicêmico dos pacientes. Para residentes, especialmente aqueles em endocrinologia, compreender e aplicar os dados da CGM é essencial para otimizar o tratamento, particularmente em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) instável que utilizam múltiplas doses de insulina. Tradicionalmente, o controle glicêmico era avaliado pela glicemia capilar e pela hemoglobina glicada (HbA1c). Embora importantes, esses métodos não capturam a variabilidade glicêmica diária nem a frequência de eventos hipo ou hiperglicêmicos. A CGM preenche essa lacuna, fornecendo dados contínuos que permitem a avaliação de novos parâmetros, como o Tempo no Alvo (TIR - Time in Range), o Tempo em Hipoglicemia (TBR - Time Below Range) e o Tempo Acima do Alvo (TAR - Time Above Range). O TIR (geralmente 70-180 mg/dL) é um indicador robusto da qualidade do controle, correlacionando-se com o risco de complicações. O TBR (<70 mg/dL e <54 mg/dL) alerta para a segurança do tratamento, enquanto o TAR (>180 mg/dL e >250 mg/dL) indica a necessidade de intensificação terapêutica. A análise conjunta desses parâmetros permite ao médico realizar ajustes mais finos na insulinoterapia, dieta e atividade física, visando não apenas a redução da HbA1c, mas também a minimização da variabilidade glicêmica e a prevenção de eventos agudos, melhorando significativamente a qualidade de vida do paciente.
O Tempo no Alvo (TIR - Time in Range) é a porcentagem do tempo que o paciente passa com a glicose dentro de uma faixa alvo predefinida (geralmente 70-180 mg/dL). É um parâmetro crucial da CGM porque reflete diretamente a qualidade do controle glicêmico, indicando quanto tempo o paciente está em um nível glicêmico ideal, correlacionando-se com o risco de complicações microvasculares.
Os principais parâmetros de variabilidade glicêmica fornecidos pela CGM incluem o Tempo no Alvo (TIR), o Tempo em Hipoglicemia (TBR - Time Below Range, geralmente <70 mg/dL e <54 mg/dL para hipoglicemia grave) e o Tempo Acima do Alvo (TAR - Time Above Range, geralmente >180 mg/dL e >250 mg/dL para hiperglicemia significativa). Esses parâmetros oferecem uma visão completa do perfil glicêmico do paciente.
A CGM é especialmente útil para pacientes com DM2 instável em múltiplas doses de insulina porque permite identificar padrões de hiper e hipoglicemia que não seriam detectados pela glicemia capilar intermitente ou pela HbA1c. Ela revela a variabilidade glicêmica ao longo do dia e da noite, permitindo ajustes mais precisos nas doses de insulina, na dieta e no estilo de vida, otimizando o controle e reduzindo o risco de complicações.
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