FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2015
No controle da vitalidade fetal, em relação ao diagnóstico e seguimento do sofrimento fetal agudo:
Desacelerações variáveis graves (<60 bpm ou queda >60 bpm/60s) → compressão de cordão → padrão não tranquilizador.
Desacelerações variáveis são as mais comuns e geralmente benignas, mas quando profundas ou prolongadas, indicam compressão significativa do cordão umbilical, podendo levar à hipóxia e acidose fetal, exigindo avaliação e intervenção.
O monitoramento da vitalidade fetal durante o trabalho de parto é crucial para identificar precocemente sinais de sofrimento fetal agudo e prevenir desfechos adversos. A cardiotocografia (CTG) é a ferramenta mais utilizada, avaliando a frequência cardíaca fetal (FCF) e a contratilidade uterina. A interpretação correta dos padrões da FCF, como a linha de base, variabilidade e presença de acelerações e desacelerações, é fundamental para a tomada de decisões clínicas. As desacelerações variáveis são as mais comuns e estão associadas à compressão do cordão umbilical, que pode ser transitória e benigna. No entanto, desacelerações variáveis graves, caracterizadas por quedas acentuadas da FCF (abaixo de 60-70 bpm ou queda >60 bpm da linha de base) ou prolongadas, indicam uma compressão mais significativa, podendo levar à hipóxia e acidose fetal. Nesses casos, a conduta deve ser imediata, visando aliviar a compressão ou, se persistente, considerar a resolução do parto. A avaliação do pH do sangue do capilar fetal pode complementar a CTG em casos duvidosos, fornecendo uma medida direta da acidose. O manejo do sofrimento fetal agudo envolve medidas de reanimação intrauterina (mudança de decúbito, oxigenoterapia, hidratação materna) e, se não houver melhora, a interrupção do parto, preferencialmente por via mais rápida e segura para o binômio.
Os principais tipos são as desacelerações precoces (tipo I, benignas, por compressão cefálica), variáveis (tipo II, por compressão de cordão) e tardias (tipo III, por insuficiência uteroplacentária, de mau prognóstico).
Uma desaceleração variável é considerada grave quando a frequência cardíaca fetal atinge menos de 70 bpm por mais de 60 segundos, ou quando há uma queda de mais de 60 bpm em relação à linha de base, indicando compressão significativa do cordão.
O pH do sangue do capilar fetal é um indicador direto da acidose fetal. Valores abaixo de 7,20-7,25 (dependendo do período do parto) podem indicar acidose e sofrimento fetal, necessitando de intervenção.
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