UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2025
Mulher de 54 anos, com histórico de fibrilação atrial crônica, que faz uso contínuo de varfarina há 2 anos, comparece à consulta ambulatorial de rotina. Refere aderência adequada ao tratamento medicamentoso. Durante a anamnese, relata um pequeno hematoma na perna direita, resultante de uma batida na quina da mesa há dois dias. O hematoma é de pequenas dimensões, sem sinais de progressão. Qual das alternativas a seguir indica os exames laboratoriais mais relevantes para o manejo ambulatorial da paciente neste momento?
Monitoramento de varfarina: INR é essencial; função hepática e renal importantes para ajuste posológico.
Em pacientes em uso crônico de varfarina, o RNI (INR) é o exame primordial para monitorar a anticoagulação. A avaliação da função hepática e renal é crucial, pois ambos os órgãos metabolizam e excretam a varfarina, impactando sua dosagem e risco de eventos adversos.
A varfarina é um anticoagulante oral antagonista da vitamina K, amplamente utilizado na prevenção de eventos tromboembólicos em condições como fibrilação atrial, trombose venosa profunda e embolia pulmonar. Seu uso requer monitoramento rigoroso devido à sua estreita janela terapêutica e grande variabilidade individual na resposta. O principal exame para monitorar o efeito anticoagulante é a Relação Normatizada Internacional (INR). O INR é um cálculo padronizado do tempo de protrombina (TP) que permite comparar resultados entre diferentes laboratórios. O objetivo é manter o INR dentro de uma faixa terapêutica específica (geralmente 2.0-3.0 para fibrilação atrial), minimizando o risco de trombose e sangramento. Além do INR, a avaliação da função hepática (transaminases, bilirrubinas) e renal (creatinina sérica) é crucial. O fígado é o principal local de metabolismo da varfarina, e disfunções hepáticas podem levar a um aumento do efeito anticoagulante. Os rins são responsáveis pela excreção dos metabólitos, e a insuficiência renal pode acumular metabólitos ativos. Portanto, esses exames são fundamentais para ajustar a dose da varfarina e garantir a segurança do paciente, especialmente na presença de um pequeno hematoma que, embora não progressivo, levanta a questão da adequação da anticoagulação.
O INR (Relação Normatizada Internacional) é a medida padronizada do tempo de protrombina, essencial para avaliar o efeito anticoagulante da varfarina e ajustar a dose, mantendo-o dentro da faixa terapêutica para prevenir trombose e sangramento.
A varfarina é metabolizada no fígado e seus metabólitos são excretados pelos rins. Disfunções hepáticas ou renais podem alterar o metabolismo e a depuração da droga, exigindo ajustes na dosagem para evitar toxicidade ou ineficácia.
Sinais de alerta incluem hematomas grandes ou inexplicáveis, sangramento nasal ou gengival prolongado, sangue na urina ou fezes, fezes escuras, dor de cabeça intensa ou fraqueza súbita, indicando necessidade de avaliação médica urgente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo