UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020
Os profissionais de saúde devem estar aptos a identificar as manifestações clínicas e classificar os estágios da sífilis, assim como a interpretar os resultados dos testes que desempenham função importante no controle do agravo, permitindo a definição do diagnóstico e o monitoramento da resposta terapêutica. Assim sendo, assinale a alternativa correta.
VDRL (não treponêmico) é o teste de escolha para monitorar resposta terapêutica da sífilis.
O VDRL é um teste não treponêmico que quantifica anticorpos anticardiolipina, cujos títulos tendem a diminuir após o tratamento eficaz da sífilis, tornando-o ideal para monitorar a resposta terapêutica. Testes treponêmicos como FTA-Abs geralmente permanecem reagentes por toda a vida, não sendo úteis para esse fim.
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum, com manifestações clínicas variadas e estágios distintos (primário, secundário, latente e terciário). Sua prevalência tem aumentado, tornando o diagnóstico e tratamento adequados cruciais para a saúde pública, especialmente em gestantes, devido ao risco de sífilis congênita. O conhecimento sobre os testes diagnósticos e o monitoramento terapêutico é fundamental para todos os profissionais de saúde. O diagnóstico da sífilis baseia-se na combinação de dados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais. Os testes são divididos em não treponêmicos (VDRL, RPR) e treponêmicos (FTA-Abs, TP-HA, ELISA, quimioluminescência). Os testes não treponêmicos são quantitativos e seus títulos se correlacionam com a atividade da doença, sendo úteis para o monitoramento da resposta ao tratamento. Já os testes treponêmicos são mais específicos para o diagnóstico, mas geralmente permanecem reagentes por toda a vida, não sendo indicados para acompanhamento. O tratamento da sífilis é feito com penicilina G benzatina, com esquemas que variam conforme o estágio da doença. A Reação de Jarisch-Herxheimer é uma complicação comum do tratamento, caracterizada por sintomas sistêmicos agudos, mas não é uma alergia. O monitoramento pós-tratamento com VDRL é essencial para confirmar a cura e identificar falhas terapêuticas, garantindo a interrupção da cadeia de transmissão e prevenindo complicações tardias.
A Reação de Jarisch-Herxheimer ocorre nas primeiras 24 horas após a primeira dose de penicilina, com febre, mialgia e exacerbação das lesões, sendo autolimitada e não uma alergia. A alergia à penicilina pode incluir urticária, angioedema ou anafilaxia, sem relação com a lise bacteriana.
O VDRL é um teste não treponêmico que reflete a atividade da doença. A queda de pelo menos duas diluições (ex: 1:32 para 1:8) após o tratamento indica resposta terapêutica adequada, sendo crucial para o monitoramento.
Testes treponêmicos, como o FTA-Abs, detectam anticorpos específicos contra o Treponema pallidum e geralmente permanecem reagentes por toda a vida, mesmo após a cura. Portanto, não servem para avaliar a eficácia do tratamento.
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