HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2022
Em um caso de prenhez ectópica com tratamento conservador com Metotrexate, o método de monitoramento será:
Prenhez ectópica + Metotrexate → Monitoramento com BHCG seriado até negativação.
O monitoramento do tratamento conservador da prenhez ectópica com Metotrexate é feito principalmente com dosagens seriadas de BHCG. A ultrassonografia é útil para o diagnóstico inicial e acompanhamento da resolução da massa, mas o BHCG é o marcador bioquímico de resposta ao tratamento.
A prenhez ectópica é uma condição grave na qual o embrião se implanta fora da cavidade uterina, sendo a tuba uterina o local mais comum. Sua incidência varia de 1 a 2% das gestações, e é uma das principais causas de mortalidade materna no primeiro trimestre. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para preservar a fertilidade e a vida da paciente. O tratamento conservador com Metotrexate é uma opção para pacientes hemodinamicamente estáveis, com massa anexial menor que 3,5 cm, ausência de atividade cardíaca embrionária e Beta-HCG inferior a 5.000 mUI/mL. O Metotrexate atua inibindo a diidrofolato redutase, impedindo a proliferação celular do trofoblasto. O monitoramento pós-Metotrexate é feito com dosagens seriadas de Beta-HCG nos dias 4 e 7 após a dose, e semanalmente até a negativação. A falha terapêutica, indicada pela não queda adequada do BHCG ou instabilidade clínica, exige intervenção cirúrgica.
O principal método é a dosagem seriada do Beta-HCG, que deve cair progressivamente até a negativação, indicando o sucesso do tratamento.
Considera-se falha se o Beta-HCG não diminuir pelo menos 15% entre o dia 4 e o dia 7 após a dose, ou se houver aumento persistente ou instabilidade hemodinâmica.
O ultrassom endovaginal é útil para o diagnóstico inicial e para avaliar a resolução da massa anexial, mas não substitui o BHCG como marcador de resposta terapêutica.
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