Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2015
São testes laboratoriais aconselháveis para a identificação de alterações metabólicas, em pacientes estáveis em uso de Nutrição Parenteral – NP, EXCETO:
Em NP estável, pré-albumina/transferrina não são ideais para monitorar alterações metabólicas agudas, mas sim o estado nutricional.
Enquanto eletrólitos, hemograma e triglicerídeos são essenciais para monitorar alterações metabólicas agudas e toxicidade da NP, a pré-albumina e transferrina são marcadores de estado nutricional proteico e não refletem alterações metabólicas agudas ou toxicidade da NP em pacientes estáveis. Sua utilidade é mais para avaliação do estado nutricional a longo prazo.
A Nutrição Parenteral (NP) é uma terapia vital para pacientes incapazes de receber nutrição por via enteral, mas exige um monitoramento laboratorial rigoroso para prevenir e identificar precocemente complicações metabólicas. A compreensão dos exames adequados é fundamental para a segurança do paciente e para a gestão eficaz da terapia nutricional. O monitoramento laboratorial em pacientes estáveis em NP deve focar em parâmetros que reflitam o equilíbrio hidroeletrolítico, a função renal, o metabolismo da glicose e lipídios, e a função hepática. Eletrólitos (Na, K, Cl, CO2, Mg, Ca, Cr), glicemia, triglicerídeos e enzimas hepáticas são cruciais. O hemograma também é importante para detectar anemia ou infecções. Marcadores como pré-albumina e transferrina, embora úteis para avaliar o estado nutricional proteico e a resposta à terapia nutricional a longo prazo, não são os mais indicados para identificar alterações metabólicas agudas ou toxicidade da NP em pacientes estáveis, pois suas meias-vidas e sensibilidade à inflamação limitam sua utilidade para esse fim específico.
Eletrólitos (Na, K, Cl, CO2, Mg, Ca, Cr), glicemia, função hepática (bilirrubinas, TGO, TGP, FA, GGT), triglicerídeos e hemograma são fundamentais para monitorar alterações metabólicas e toxicidade.
Pré-albumina e transferrina são proteínas de fase aguda negativa e marcadores de estado nutricional proteico. Seus níveis são influenciados por inflamação e função hepática, e suas meias-vidas mais longas não as tornam sensíveis para detectar alterações metabólicas agudas da NP.
Em pacientes estáveis, o controle de eletrólitos (Na, K, Cl, CO2, Mg, Ca, Cr) é geralmente recomendado uma a duas vezes por semana, após a estabilização inicial que pode exigir monitoramento diário.
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