ENARE/ENAMED — Prova 2026
Criança de 9 anos chega à Unidade Básica de Saúde (UBS) com o diagnóstico de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade há 2 anos. Faz uso de metilfenidato há pelo menos 1 ano. O pai informa que, desde o início do uso, apresentou grande melhora na escola e solicita que o uso seja estendido por mais tempo. Quais estratégias de monitoramento referentes ao uso dessa medicação devem ser utilizadas?
TDAH + Metilfenidato → Monitoramento = Estatura, peso, PA; Reavaliar retirada anualmente.
O monitoramento do metilfenidato em crianças com TDAH inclui a verificação regular de estatura, peso e pressão arterial, devido aos potenciais efeitos no crescimento e cardiovasculares; a reavaliação periódica para possível retirada da medicação é fundamental.
O metilfenidato é um estimulante do sistema nervoso central amplamente utilizado no tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) em crianças e adolescentes. Embora seja eficaz na melhora da atenção e redução da hiperatividade, seu uso crônico requer monitoramento rigoroso devido a potenciais efeitos adversos. É fundamental que os profissionais de saúde, especialmente na atenção primária, estejam cientes das diretrizes de acompanhamento. O monitoramento deve focar em parâmetros físicos como estatura, peso e pressão arterial. A supressão do apetite e a consequente perda de peso são efeitos colaterais conhecidos, podendo impactar o crescimento. Além disso, o metilfenidato pode causar um leve aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, justificando a verificação periódica desses sinais vitais. A reavaliação da necessidade da medicação, com tentativas de desmame ou redução de dose, deve ser considerada anualmente para determinar a continuidade do tratamento.
Os principais parâmetros incluem estatura, peso e pressão arterial, devido aos potenciais efeitos no crescimento e cardiovasculares.
A reavaliação permite verificar se a medicação ainda é necessária, se a dose está adequada e se os benefícios superam os riscos, buscando a menor dose eficaz ou a suspensão quando possível.
Os efeitos adversos comuns incluem supressão do apetite, perda de peso, retardo de crescimento, insônia, cefaleia e aumento da pressão arterial e frequência cardíaca.
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