Lúpus Eritematoso Sistêmico: Exames de Seguimento Essenciais

Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2023

Enunciado

Mulher de 28 anos vai ao consultório para seguimento de lúpus eritematoso sistêmico. A manifestação ao diagnóstico foi nefropatia renal classe 2, artrite, FAN 1/320 padrão nuclear homogêneo e anti-DNA 1/80.(reduziu para 1/10 após o tratamento inicial). A última consulta ocorreu 1 ano atrás. Está assintomática. Faz uso regular de hidroxicloroquina 400mg/dia e prednisona 5mg MID. O exame físico não apresenta anormalidades. Assinale a alternativa que apresenta um exame propedeutico que NÃO está indicado na avaliação periódica dessa paciente. 

Alternativas

  1. A) Anti-DNA.
  2. B) Fator Antinúcleo (FAN).
  3. C) Campimetria visual automática.
  4. D) Relação albumina-creatinina na urina.

Pérola Clínica

FAN positivo não monitora atividade de LES; Anti-DNA e relação albumina-creatinina são essenciais no seguimento de nefropatia lúpica.

Resumo-Chave

O Fator Antinúcleo (FAN) é um exame de triagem para o diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) e, uma vez positivo, não é útil para monitorar a atividade da doença ou a resposta ao tratamento. Outros exames, como o anti-DNA e a relação albumina-creatinina, são cruciais para o seguimento de pacientes com LES, especialmente aqueles com nefropatia.

Contexto Educacional

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica e multissistêmica, com prevalência maior em mulheres jovens. Seu diagnóstico e seguimento exigem uma abordagem cuidadosa, com exames específicos para avaliar a atividade da doença e monitorar possíveis danos a órgãos. A nefropatia lúpica, uma das manifestações mais graves, requer acompanhamento rigoroso da função renal e proteinúria para prevenir a progressão para doença renal crônica terminal. No seguimento de pacientes com LES, é fundamental distinguir entre exames diagnósticos e exames de monitoramento. O Fator Antinúcleo (FAN) é um excelente teste de triagem, mas sua positividade não se correlaciona com a atividade da doença. Por outro lado, o anti-DNA e os níveis de complemento (C3 e C4) são marcadores importantes da atividade lúpica, especialmente em casos de nefrite. A relação albumina-creatinina na urina é um indicador sensível de lesão renal e deve ser monitorada regularmente em pacientes com nefropatia. Além dos exames laboratoriais, o monitoramento de efeitos adversos das medicações é vital. A hidroxicloroquina, um pilar do tratamento do LES, pode causar retinopatia, exigindo rastreamento oftalmológico periódico com campimetria visual. A prednisona, mesmo em baixas doses, requer atenção a efeitos como osteoporose e diabetes. Um seguimento bem estruturado é crucial para otimizar o tratamento, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes com LES.

Perguntas Frequentes

Quais exames são indicados para monitorar a atividade do Lúpus Eritematoso Sistêmico?

Para monitorar a atividade do LES, são indicados exames como anti-DNA, níveis de complemento (C3 e C4), velocidade de hemossedimentação (VHS) e proteína C reativa (PCR). A proteinúria e a relação albumina-creatinina são essenciais para monitorar a nefropatia lúpica.

Por que a campimetria visual automática é importante no seguimento de pacientes com LES?

A campimetria visual automática é crucial para pacientes em uso de hidroxicloroquina, uma medicação comum no LES, devido ao risco de retinopatia tóxica. O rastreamento deve ser anual após 5 anos de uso ou em doses elevadas, ou em pacientes com fatores de risco.

Qual a diferença entre insuficiência adrenal primária e secundária?

A insuficiência adrenal primária ocorre por falha das glândulas adrenais em produzir cortisol e aldosterona, levando a ACTH elevado e hiperpigmentação. A insuficiência adrenal secundária resulta de deficiência de ACTH pela hipófise, preservando a produção de aldosterona e sem hiperpigmentação.

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