Rotinas de Parto Normal: Monitoramento Fetal e Manejo Ativo

SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2024

Enunciado

Paciente de 33 anos, secundigesta com um parto vaginal prévio, pré-natal de risco habitual na Unidade Básica de Saúde, foi admitida no centro obstétrico de maternidade de atenção secundária com 39 semanas de idade gestacional, feto em apresentação cefálica e no plano zero de De Lee, colo apagado e pérvio para 7 cm, bolsa das águas íntegras, 03 contrações de 50 segundos em 10 minutos, pressão arterial de 120x70mmHg. Quais informações você vai fornecer sobre as rotinas para essa paciente no primeiro, segundo e terceiro período do parto, prezando pela segurança e bem estar do binômio materno fetal?

Alternativas

  1. A) Ausculta fetal intermitente a cada 30 minutos no primeiro período do parto e a cada 15 minutos no segundo período do parto e delivramento ativo da placenta com uso de uterotônico e tração controlada do cordão, no terceiro período do parto.
  2. B) Cardiotocografia no primeiro período do parto ao ser admitida, ausculta fetal intermitente a cada 05 minutos no período expulsivo e delivramento ativo da placenta com uso de uterotônico e tração controlada do cordão, no terceiro período do parto.
  3. C) Ausculta fetal intermitente a cada 30 minutos no primeiro período do parto e a cada 05 minutos no segundo período do parto e delivramento fisiológico da placenta com clampeamento do cordão após parar a pulsação do mesmo e expulsão da placenta por esforço materno, no terceiro período do parto.
  4. D) Cardiotocografia no primeiro período do parto ao ser admitida, ausculta fetal intermitente a cada 15 minutos no período expulsivo e delivramento fisiológico da placenta com clampeamento do cordão após parar a pulsação do mesmo e expulsão da placenta por esforço materno, no terceiro período do parto.

Pérola Clínica

Parto de risco habitual: Ausculta fetal a cada 30 min (1º período) e 15 min (2º período); manejo ativo do 3º período.

Resumo-Chave

Em um trabalho de parto de risco habitual, a ausculta fetal intermitente é a forma recomendada de monitoramento, com frequências específicas para cada período. O manejo ativo do terceiro período do parto, incluindo o uso de uterotônico e tração controlada do cordão, é uma prática baseada em evidências para reduzir o risco de hemorragia pós-parto.

Contexto Educacional

A assistência ao parto normal em gestantes de risco habitual deve seguir diretrizes que priorizem a segurança e o bem-estar do binômio materno-fetal, minimizando intervenções desnecessárias. O monitoramento fetal é um componente crucial, e para gestantes de baixo risco, a ausculta fetal intermitente é a modalidade preferencial, permitindo a mobilidade da parturiente e reduzindo a medicalização do parto. No primeiro período do trabalho de parto ativo, a ausculta fetal intermitente é recomendada a cada 30 minutos. À medida que o trabalho de parto progride para o segundo período (expulsivo), a frequência da ausculta deve ser intensificada para a cada 15 minutos, ou mesmo após cada contração, para detectar precocemente qualquer sinal de sofrimento fetal. Essa abordagem permite avaliar a resposta fetal às contrações uterinas e à progressão do parto. O terceiro período do parto, que compreende o nascimento do bebê até a dequitação da placenta, é crítico para a prevenção da hemorragia pós-parto. O manejo ativo desse período, que inclui a administração de um uterotônico (como a ocitocina) logo após o nascimento do feto, a tração controlada do cordão umbilical e a massagem uterina após a dequitação, é uma prática baseada em evidências que reduz significativamente a incidência de sangramento excessivo, contribuindo para a segurança materna.

Perguntas Frequentes

Qual a frequência recomendada para a ausculta fetal intermitente no trabalho de parto de baixo risco?

No primeiro período do parto ativo, a ausculta fetal intermitente deve ser realizada a cada 30 minutos. No segundo período (expulsivo), a frequência aumenta para a cada 15 minutos, ou após cada contração, para monitorar o bem-estar fetal.

Quais são os componentes do manejo ativo do terceiro período do parto?

O manejo ativo do terceiro período do parto inclui a administração de um uterotônico (geralmente ocitocina) logo após o nascimento do bebê, a tração controlada do cordão umbilical e a massagem uterina após a dequitação da placenta. Essas medidas visam prevenir a hemorragia pós-parto.

Por que o manejo ativo do terceiro período do parto é recomendado?

O manejo ativo do terceiro período do parto é recomendado porque demonstrou reduzir significativamente o risco de hemorragia pós-parto, a principal causa de morbimortalidade materna. A ocitocina promove a contração uterina, auxiliando na dequitação placentária e na hemostasia.

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