Monilíase Oral em Lactentes: Diagnóstico e Tratamento Eficaz

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2023

Enunciado

A monilíase oral é uma infecção comum de aparecer durante os primeiros meses de vida, causada pelo fungo Candida albicans, atingindo a mucosa oral. Sobre esta infecção, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Caracteriza-se por placas brancas circundadas por halo avermelhado que pode ser confundido com leite coagulado. Para diferenciar, deve-se tentar remover a placa com cotonete ou espátula, se a placa desprender-se facilmente e a superfície onde estava aderido estiver normal, trata-se de moníliase oral.
  2. B) Caso a criança esteja em aleitamento materno exclusivo e a mãe apresentar sinais de moniliase mamária, não há necessidade de tratamento na mãe, apenas o tratamento na criança é suficiente.
  3. C) O diagnóstico de monilíase oral necessita de exames laboratoriais.
  4. D) O tratamento indicado é tópico com solução oral de nistatina.

Pérola Clínica

Monilíase oral lactente = placas brancas aderidas na mucosa oral, tratamento tópico com nistatina.

Resumo-Chave

A monilíase oral em lactentes é uma infecção fúngica comum por Candida albicans, caracterizada por placas brancas que não se desprendem facilmente. O tratamento de escolha é tópico com nistatina oral, e a mãe também deve ser tratada se houver monilíase mamária para evitar reinfecção.

Contexto Educacional

A monilíase oral, também conhecida como candidíase oral ou 'sapinho', é uma infecção fúngica comum em lactentes, especialmente nos primeiros meses de vida. É causada principalmente pela Candida albicans, um fungo oportunista que coloniza a mucosa oral. Fatores como imaturidade do sistema imunológico, uso prévio de antibióticos e transmissão durante o parto ou pelo aleitamento materno podem predispor ao seu desenvolvimento. A condição é geralmente benigna, mas pode causar desconforto e dificuldade na alimentação. Clinicamente, a monilíase oral se caracteriza por placas brancas cremosas ou esbranquiçadas que aderem à mucosa da língua, bochechas, palato e gengivas. Diferentemente dos resíduos de leite, essas placas não são facilmente removíveis com uma gaze ou cotonete e, quando removidas, podem revelar uma superfície eritematosa ou até sangrante. O diagnóstico é essencialmente clínico, não necessitando de exames laboratoriais na maioria dos casos. O tratamento de escolha é tópico, utilizando antifúngicos como a nistatina em solução oral, aplicada diretamente nas lesões. É crucial que o tratamento seja feito por tempo adequado para evitar recidivas. Em casos de lactentes amamentados, se a mãe apresentar sinais de monilíase mamária, o tratamento concomitante de ambos é fundamental para interromper o ciclo de reinfecção. A higiene adequada das mãos e dos objetos que entram em contato com a boca do bebê também são medidas importantes.

Perguntas Frequentes

Como diferenciar monilíase oral de resíduos de leite na boca do bebê?

A monilíase oral se manifesta como placas brancas aderidas à mucosa que não se desprendem facilmente com a raspagem e podem deixar uma superfície eritematosa ou sangrante. Resíduos de leite, por outro lado, são facilmente removíveis.

Qual o tratamento padrão para monilíase oral em lactentes?

O tratamento padrão para monilíase oral em lactentes é a aplicação tópica de solução oral de nistatina, que deve ser administrada na boca do bebê várias vezes ao dia, conforme orientação médica.

A mãe precisa ser tratada se o bebê tem monilíase oral e está em aleitamento materno?

Sim, se a mãe apresentar sinais de monilíase mamária (dor, vermelhidão, fissuras nos mamilos), o tratamento concomitante da mãe e do bebê é essencial para evitar a reinfecção cruzada e garantir a erradicação da infecção.

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