CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2016
Blefarite por molusco contagioso deve ser tratada com:
Molusco contagioso palpebral → Curetagem ou crioterapia da lesão para evitar conjuntivite folicular.
O molusco contagioso na margem palpebral causa conjuntivite folicular crônica por derramamento de proteínas virais; o tratamento definitivo exige a destruição física da lesão.
O molusco contagioso é uma infecção viral comum em crianças e pacientes imunocomprometidos (especialmente HIV positivos, onde as lesões podem ser múltiplas e gigantes). Clinicamente, apresenta-se como pápulas peroladas com umbilicação central. Na oftalmologia, a localização na margem palpebral é crítica. A conjuntivite folicular resultante é uma reação de hipersensibilidade ao material viral. O diagnóstico é clínico, mas em casos atípicos, a biópsia revela os corpúsculos de Henderson-Patterson (inclusões citoplasmáticas eosinofílicas). O manejo cirúrgico é simples e resolutivo.
A lesão de molusco contagioso, causada por um DNA-poxvírus, libera partículas virais e proteínas tóxicas no filme lacrimal. Esse 'derramamento' constante irrita a superfície ocular, levando a uma resposta inflamatória crônica caracterizada por uma conjuntivite folicular unilateral que não responde a antibióticos comuns.
O tratamento padrão-ouro envolve a destruição ou remoção da lesão. As técnicas mais comuns são a curetagem simples (expressão do núcleo central umbilicado), a crioterapia com nitrogênio líquido ou a cauterização química/elétrica. Uma vez removida a lesão primária, a conjuntivite folicular costuma regredir espontaneamente em poucas semanas.
Embora existam estudos com antivirais como o cidofovir ou imunomoduladores como o imiquimod, eles não são a primeira linha para lesões palpebrais isoladas devido ao custo e potencial irritação. A remoção mecânica (curetagem) é mais rápida, eficaz e apresenta menor taxa de recorrência na prática oftalmológica.
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