Reação Folicular por Poxvírus: Diagnóstico e Etiologia Ocular

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2010

Enunciado

Provável etiologia da reação folicular observada na foto:

Alternativas

  1. A) Infecção por poxvírus
  2. B) Infecção por Chlamydia trachomatis
  3. C) Ceratoconjuntivite primaveril
  4. D) Síndrome oculoglandular de Parinaud

Pérola Clínica

Molusco contagioso palpebral → Reação folicular conjuntival ipsilateral por toxicidade viral.

Resumo-Chave

A presença de nódulos de molusco contagioso (Poxvírus) na margem palpebral libera proteínas virais no filme lacrimal, induzindo uma conjuntivite folicular crônica secundária.

Contexto Educacional

A reação folicular é um sinal clínico caracterizado por elevações avasculares, translúcidas ou esbranquiçadas na conjuntiva, compostas por centros germinativos linfoides. No contexto do Poxvírus, a cronicidade é a marca registrada, muitas vezes confundindo o clínico que prescreve múltiplos ciclos de colírios sem sucesso. Fisiopatologicamente, o molusco contagioso é uma infecção viral da epiderme. Quando as lesões se rompem ou descamam na margem palpebral, o material central (corpos de Henderson-Paterson) entra em contato com a superfície ocular. A identificação dessa etiologia é crucial, especialmente em crianças e pacientes imunossuprimidos, onde as lesões podem ser múltiplas e exuberantes.

Perguntas Frequentes

Como o poxvírus causa reação folicular?

O Poxvírus, agente causador do molusco contagioso, quando localizado na margem palpebral, libera partículas virais e detritos celulares diretamente no filme lacrimal. Esses componentes agem como irritantes crônicos e antígenos, desencadeando uma resposta imune linfocitária na conjuntiva tarsal, que se manifesta clinicamente como folículos (agregados linfoides). Diferente da conjuntivite viral direta, esta é uma reação tóxico-imune secundária à lesão palpebral.

Qual o tratamento para a conjuntivite por molusco?

O tratamento definitivo não é direcionado à conjuntiva com colírios antibióticos ou antivirais, mas sim à eliminação da lesão palpebral causal. A curetagem, crioterapia ou cauterização do nódulo de molusco na margem palpebral interrompe a liberação de material viral. Uma vez removida a lesão, a reação folicular conjuntival costuma regredir espontaneamente em algumas semanas sem necessidade de terapia adicional.

Quais os diagnósticos diferenciais da reação folicular?

Os principais diferenciais incluem a conjuntivite por Chlamydia (tracoma ou conjuntivite de inclusão), conjuntivite viral aguda (adenovírus), reações de hipersensibilidade a medicamentos tópicos (como brimonidina ou atropina) e a ceratoconjuntivite primaveril (embora esta apresente mais papilas do que folículos). A presença de um nódulo umbilicado na pálpebra é o sinal patognomônico que aponta para o Poxvírus.

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