SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2025
Uma criança de 7 anos apresenta várias pápulas com umbilicação central da cor da pele em áreas expostas, como tronco e membros. Qual é o diagnóstico mais provável nesse caso?
Pápulas com umbilicação central em crianças → Molusco Contagioso (diagnóstico clínico).
O molusco contagioso é uma infecção viral cutânea comum em crianças, caracterizada por pápulas da cor da pele com uma depressão central (umbilicação). O diagnóstico é tipicamente clínico, baseado na morfologia característica das lesões.
O molusco contagioso é uma infecção cutânea viral comum, causada por um poxvírus, que afeta principalmente crianças em idade escolar e pré-escolar. É altamente contagioso e se manifesta através de lesões cutâneas características, sendo um diagnóstico frequente na prática pediátrica e dermatológica. O reconhecimento precoce é importante para o manejo e para orientar os pais sobre a natureza da condição. A fisiopatologia envolve a infecção das células epidérmicas pelo vírus, levando à formação das pápulas. As lesões são tipicamente pequenas, firmes, brilhantes, da cor da pele ou rosadas, e o achado patognomônico é a umbilicação central, que é uma depressão no centro da pápula. As áreas mais afetadas incluem tronco, membros, face e axilas, e a transmissão ocorre por contato direto ou indireto. O diagnóstico do molusco contagioso é predominantemente clínico, baseado na inspeção das lesões. Embora as lesões possam regredir espontaneamente, o tratamento pode ser indicado para acelerar a resolução, prevenir a autoinoculação e a disseminação para outras pessoas. As opções terapêuticas variam de métodos físicos (curetagem, crioterapia) a agentes tópicos. Residentes devem ser capazes de identificar essas lesões e aconselhar as famílias sobre o curso da doença e as opções de tratamento.
As lesões são pápulas pequenas, firmes, da cor da pele ou peroladas, com uma depressão ou umbilicação central. Podem variar em tamanho e aparecem em qualquer parte do corpo, mas são mais comuns no tronco, membros e face.
É transmitido por contato direto pele a pele, objetos contaminados (fômites) ou autoinoculação. É comum em crianças, especialmente em ambientes como piscinas e creches, e em adultos sexualmente ativos ou imunocomprometidos.
O tratamento pode incluir curetagem, crioterapia, laser, ou aplicação tópica de agentes como cantaridina, podofilotoxina ou imiquimode. Em muitos casos, as lesões podem regredir espontaneamente em meses a anos, mas o tratamento pode ser considerado para prevenir a disseminação ou por questões estéticas.
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