SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2026
Menina, 2 anos de idade, apresenta 3 pápulas arredondadas, com cerca de 2 mm de diâmetro, firmes, rosa das, com umbilicação central, em região lateral do tórax. A mãe percebeu as lesões há cerca de 1 semana. O diagnóstico pertinente ao quadro e a conduta indicada são, respectivamente:
Pápulas rosadas umbilicadas em crianças = Molusco Contagioso → Conduta: Observação.
O molusco contagioso é uma infecção viral autolimitada comum em crianças; a conduta expectante é preferível devido à resolução espontânea sem cicatrizes.
O molusco contagioso representa uma das dermatoses virais mais frequentes na prática pediátrica. Sua apresentação clínica com pápulas umbilicadas é patognomônica, facilitando o diagnóstico visual. A fisiopatologia envolve a replicação viral na epiderme, sem envolvimento sistêmico em pacientes imunocompetentes. A decisão terapêutica deve focar no equilíbrio entre a história natural benigna da doença e a ansiedade dos pais. A educação em saúde sobre evitar o compartilhamento de objetos pessoais e não manipular as lesões é fundamental para prevenir a transmissão e a disseminação local.
O molusco contagioso é causado por um vírus da família Poxviridae (Molluscum contagiosum virus - MCV). É uma infecção viral cutânea comum, transmitida por contato direto pele a pele ou por fômites contaminados (toalhas, brinquedos). Em crianças, é frequentemente observado em áreas de dobras ou no tronco. Embora benigno, pode causar autoinoculação (fenômeno de Koebner) se a criança coçar as lesões, espalhando o vírus para outras áreas do corpo.
As lesões clássicas são pápulas pequenas (2 a 5 mm), firmes, da cor da pele ou rosadas, com uma umbilicação central característica. Elas podem ser únicas ou múltiplas e geralmente são assintomáticas, embora possam ficar inflamadas ou pruriginosas. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na morfologia das lesões. Em casos de dúvida, a expressão da lesão pode revelar um 'corpo de molusco' central, que é uma massa branca e ceratósica.
Na maioria das crianças saudáveis, o molusco contagioso é autolimitado e resolve-se espontaneamente em 6 a 12 meses sem deixar cicatrizes, justificando a conduta de acompanhamento clínico. O tratamento ativo (curetagem, crioterapia ou agentes químicos) pode ser considerado se as lesões causarem desconforto significativo, prurido intenso, infecção secundária ou por razões estéticas, mas deve-se ponderar o risco de dor e cicatrizes.
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