Molusco Contagioso em Crianças: Diagnóstico e Manejo

HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Um menino com 8 anos de idade, sem relato de doenças crônicas ou alergias, encontra-se afebril com 3 lesões em membro superior direito, caracterizadas por pápulas arredondadas e firmes de 2 a 5 mm, da cor da pele, com superfícies brilhantes e umbilicação central. Sobre essa patologia, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) o paciente necessita de tratamento imediatamente, com afastamento das atividades escolares.
  2. B) seu crescimento é estimulado pelo Papiloma vírus (HPV).
  3. C) as lesões são autolimitadas e a necessidade de tratamento é controversa.
  4. D) a confirmação diagnóstica se dá por sorologia.
  5. E) o tratamento medicamentoso é feito através do aciclovir oral.

Pérola Clínica

Molusco contagioso: pápulas umbilicadas, autolimitadas, tratamento controverso em crianças imunocompetentes.

Resumo-Chave

O molusco contagioso é uma infecção viral comum em crianças, caracterizada por lesões pápulo-umbilicadas. Embora o tratamento possa ser realizado por razões estéticas ou para prevenir a disseminação, as lesões são frequentemente autolimitadas em pacientes imunocompetentes, tornando a conduta expectante uma opção válida.

Contexto Educacional

O molusco contagioso é uma infecção viral cutânea comum, especialmente em crianças, causada pelo vírus do molusco contagioso (MCV), um membro da família Poxviridae. Caracteriza-se pelo surgimento de pápulas firmes, brilhantes, da cor da pele ou peroladas, com uma depressão central (umbilicação), que podem aparecer em qualquer parte do corpo, exceto palmas das mãos e plantas dos pés. A prevalência é maior em crianças em idade escolar e em indivíduos imunocomprometidos. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na morfologia característica das lesões. Em casos atípicos, a dermatoscopia ou biópsia podem auxiliar. A fisiopatologia envolve a replicação viral nas células epidérmicas, levando à formação dos corpúsculos de Henderson-Patterson. A transmissão ocorre por contato direto, autoinoculação ou fômites. É importante suspeitar em crianças com lesões cutâneas típicas, especialmente se houver história de contato ou em ambientes como piscinas e creches. O tratamento do molusco contagioso é frequentemente controverso, pois as lesões são autolimitadas e geralmente desaparecem espontaneamente em 6 a 18 meses, embora possam persistir por mais tempo. As opções terapêuticas incluem curetagem, crioterapia, laser, e agentes tópicos como cantaridina, tretinoína ou imiquimode. A decisão de tratar depende de fatores como número e localização das lesões, desconforto, risco de disseminação e preocupações estéticas. Para residentes, é crucial saber que a conduta expectante é uma opção válida em muitos casos, evitando intervenções desnecessárias.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas típicas do molusco contagioso?

O molusco contagioso se manifesta como pápulas arredondadas, firmes, da cor da pele ou peroladas, com uma característica umbilicação central, variando de 2 a 5 mm de diâmetro.

O molusco contagioso sempre requer tratamento em crianças?

Não necessariamente. Em crianças imunocompetentes, as lesões são autolimitadas e podem desaparecer espontaneamente em meses a anos. O tratamento é considerado por razões estéticas, para prevenir a disseminação ou em casos de lesões sintomáticas.

Qual o agente etiológico do molusco contagioso e como ele é transmitido?

O molusco contagioso é causado por um poxvírus. A transmissão ocorre por contato direto pele a pele, por fômites (toalhas, brinquedos) ou autoinoculação.

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