CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013
Com relação à infecção ocular pelo molusco contagioso, é correto afirmar:
Molusco na margem palpebral → Conjuntivite folicular crônica; tratamento = curetagem da lesão.
O molusco contagioso causa uma reação conjuntival tóxica/viral secundária; a cura da conjuntivite depende da eliminação da lesão palpebral primária.
O molusco contagioso é causado por um DNA-vírus da família Poxviridae. Embora seja comum em crianças como uma condição dermatológica autolimitada, o acometimento da margem palpebral tem implicações oftalmológicas específicas. A liberação de material viral no fórnice conjuntival induz uma conjuntivite folicular persistente que não responde aos tratamentos convencionais para conjuntivite bacteriana ou alérgica. Clinicamente, as lesões são pápulas ceratóticas, peroladas e com umbilicação central característica. Em pacientes imunocomprometidos (como portadores de HIV), as lesões podem ser múltiplas, gigantes e bilaterais. O diagnóstico é clínico, e a intervenção cirúrgica menor (curetagem) é altamente eficaz e curativa para a sintomatologia ocular.
A lesão típica localiza-se na margem palpebral, e não na conjuntiva. É uma pápula umbilicada pequena que libera partículas virais no filme lacrimal, causando irritação ocular secundária.
A conjuntivite associada ao molusco é do tipo folicular crônica. Ela ocorre devido à descamação de proteínas virais e detritos da lesão palpebral para o saco conjuntival, gerando uma resposta inflamatória crônica.
O tratamento de escolha é a destruição ou remoção da lesão palpebral, geralmente através de curetagem, cauterização ou excisão simples. Uma vez removida a fonte viral, a conjuntivite costuma regredir espontaneamente.
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