Molusco Contagioso: Diagnóstico e Tratamento em Adolescentes

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020

Enunciado

Adolescente de 17 anos refere surgimento há quatro semanas de lesões assintomáticas na base do pênis, com extensão para raiz de coxas e hipogástrio (imagem a seguir). Tem história de contato sexual desprotegido há seis semanas. O diagnóstico e a proposta terapêutica são:

Alternativas

  1. A) molusco contagioso; curetagem.
  2. B) verruga genital (HPV); cauterização com ácido tricloroa-cético 90%.
  3. C) sífilis primária (cancro duro); penicilina benzatina 2400000 UI intramuscular dose única.
  4. D) herpes genital; aciclovir 400 mg cinco vezes por dia por 7 dias.

Pérola Clínica

Lesões papulares umbilicadas assintomáticas em região genital/perigenital após contato sexual → Molusco Contagioso; tratamento: curetagem.

Resumo-Chave

O molusco contagioso é uma infecção viral cutânea comum, especialmente em adolescentes e adultos jovens sexualmente ativos. Caracteriza-se por pápulas umbilicadas, geralmente assintomáticas, que podem se espalhar. A curetagem é um método eficaz para remover as lesões, embora outras opções como crioterapia ou ácidos também possam ser utilizadas.

Contexto Educacional

O molusco contagioso é uma infecção viral cutânea benigna causada pelo vírus do molusco contagioso (MCV), um membro da família Poxviridae. É comum em crianças, mas em adolescentes e adultos, frequentemente se manifesta como uma doença sexualmente transmissível (DST), afetando a região genital, perianal, coxas e abdome inferior. O reconhecimento precoce é importante para evitar a disseminação e o tratamento adequado. Clinicamente, as lesões são caracterizadas por pápulas firmes, cupuliformes, de 2 a 5 mm de diâmetro, com uma depressão central (umbilicação), de coloração perolada ou da cor da pele. Geralmente são assintomáticas, mas podem causar prurido ou inflamação secundária. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na aparência típica das lesões. A história de contato sexual desprotegido é um dado epidemiológico relevante em adolescentes e adultos. O tratamento do molusco contagioso visa a remoção das lesões para prevenir a autoinoculação, a transmissão e por razões estéticas. A curetagem é um método eficaz e amplamente utilizado, que consiste na raspagem mecânica das lesões. Outras opções incluem crioterapia, laser, eletrocauterização e aplicação de agentes tópicos como ácido tricloroacético ou imiquimode. A escolha da terapêutica deve considerar o número e a localização das lesões, a idade do paciente e a tolerância ao procedimento.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas do molusco contagioso na região genital?

O molusco contagioso na região genital se manifesta como pápulas firmes, elevadas, de cor perolada ou cor da pele, com uma característica umbilicação central. Geralmente são assintomáticas, mas podem causar prurido ou inflamação. Podem ser únicas ou múltiplas e se espalhar por autoinoculação.

Qual é o agente etiológico do molusco contagioso e como ele é transmitido?

O molusco contagioso é causado pelo vírus do molusco contagioso (MCV), um poxvírus. É transmitido por contato direto pele a pele, incluindo contato sexual, e também por fômites (objetos contaminados) ou autoinoculação. Em adultos e adolescentes, a transmissão sexual é a via mais comum para lesões genitais.

Quais são as opções terapêuticas para o molusco contagioso?

As opções terapêuticas incluem métodos destrutivos como curetagem (remoção mecânica), crioterapia (congelamento com nitrogênio líquido), laserterapia e eletrocauterização. Também podem ser utilizados agentes tópicos como podofilotoxina, ácido tricloroacético, imiquimode ou cantaridina. A escolha depende do número, localização das lesões e preferência do paciente e médico.

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