UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2023
Menina, 2a, é trazida para consulta de rotina, com lesões de pele há dois meses. Situação vacinal atualizada. Exame físico: bom estado geral; corada; hidratada; afebril; anictérica; peleRestante do exame sem alterações. O AGENTE ETIOLÓGICO É:
Lesões cutâneas umbilicadas em crianças → Molluscum Contagiosum, causado por Poxvírus.
O Molluscum Contagiosum é uma infecção viral da pele comum em crianças, caracterizada por pápulas perláceas, umbilicadas e indolores. É causado por um Poxvírus e, embora autolimitado, pode persistir por meses.
O Molluscum Contagiosum é uma infecção viral cutânea benigna, mas altamente contagiosa, causada por um Poxvírus. É mais prevalente em crianças de 1 a 10 anos, imunocomprometidos e adultos sexualmente ativos. Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico diferencial com outras lesões cutâneas e no manejo da transmissão e do desconforto estético. O conhecimento do agente etiológico é fundamental para a compreensão da patogênese e para a orientação adequada aos pais. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na aparência típica das lesões umbilicadas. A fisiopatologia envolve a replicação viral nas células epidérmicas, levando à formação das pápulas. É crucial suspeitar de Molluscum em crianças com lesões cutâneas persistentes, especialmente se houver histórico de contato com outros casos ou frequentadores de ambientes coletivos. A vacinação atualizada, como mencionado no enunciado, não previne esta infecção viral específica. O tratamento, quando indicado, visa a remoção das lesões para prevenir a disseminação e aliviar sintomas. Embora autolimitado, pode levar meses ou anos para a resolução espontânea. A escolha da conduta depende de fatores como idade do paciente, número e localização das lesões, e presença de comorbidades. A educação dos pais sobre a natureza da doença e as medidas de higiene para evitar a transmissão é um pilar importante do manejo.
As lesões de Molluscum Contagiosum são pápulas pequenas, firmes, perláceas ou cor da pele, com uma depressão central característica (umbilicadas). Podem aparecer em qualquer parte do corpo, exceto palmas das mãos e plantas dos pés.
A transmissão ocorre por contato direto pele a pele, objetos contaminados (fômites) ou autoinoculação. É comum em crianças que frequentam creches, escolas e piscinas.
O tratamento pode variar de observação (já que é autolimitado) a curetagem, crioterapia, laser, ou aplicação de agentes tópicos como ácido salicílico ou imiquimod, dependendo da idade da criança, número e localização das lesões.
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