SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2020
A moléstia de Paget da vulva é:
Moléstia de Paget da vulva = Adenocarcinoma intraepitelial (neoplásica).
A moléstia de Paget da vulva é uma condição neoplásica rara, caracterizada pela presença de células de Paget (adenocarcinoma intraepitelial) na epiderme vulvar, podendo ser primária (origem na pele) ou secundária (metástase de adenocarcinoma interno).
A moléstia de Paget da vulva, também conhecida como doença de Paget extramamária, é uma condição rara, mas clinicamente importante, que afeta a pele da região vulvar. É crucial para estudantes e profissionais de medicina reconhecer sua natureza neoplásica, pois o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para o prognóstico da paciente. A doença é caracterizada pela proliferação de células de Paget, que são células epiteliais neoplásicas com características glandulares, dentro da epiderme. Clinicamente, a moléstia de Paget da vulva pode se apresentar como uma lesão eritematosa, pruriginosa, eczematosa e bem demarcada, muitas vezes confundida com condições dermatológicas benignas, como dermatite ou infecções fúngicas crônicas. Essa semelhança clínica pode atrasar o diagnóstico. A confirmação é feita por biópsia, que revela as células de Paget na epiderme. É importante diferenciar a doença de Paget primária (que se origina na pele) da secundária (que é uma extensão de um adenocarcinoma subjacente, como de reto, bexiga ou glândulas anais). O tratamento da moléstia de Paget da vulva é predominantemente cirúrgico, com excisão local ampla da lesão. Devido à natureza multifocal e à tendência de recorrência, as margens cirúrgicas devem ser avaliadas cuidadosamente. O acompanhamento a longo prazo é essencial, pois a doença pode recorrer ou estar associada a outras neoplasias internas. A compreensão de sua patologia e manejo é vital para a prática ginecológica e dermatológica.
Clinicamente, a moléstia de Paget da vulva se manifesta como uma lesão eritematosa, pruriginosa, eczematosa e bem demarcada, que pode ser confundida com dermatites crônicas.
O diagnóstico definitivo é histopatológico, através de biópsia da lesão, que revela a presença das características células de Paget (células grandes, claras, com citoplasma abundante e núcleo atípico) na epiderme.
Não, a moléstia de Paget da vulva pode ser primária (originando-se na epiderme vulvar) ou secundária, quando representa a extensão de um adenocarcinoma subjacente ou metástase de um câncer interno, como colorretal ou urotelial.
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