HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2019
A moléstia diverticular dos cólons é uma patologia de grande prevalência entre a população acima dos 50 anos. Sobre tal patologia, podemos afirmar que:
Divertículos colônicos são pseudodivertículos; os hipertônicos, por ↑ pressão intraluminal, predispõem à inflamação (diverticulite).
A moléstia diverticular dos cólons é comum em idosos e, em sua maioria, consiste em pseudodivertículos (falsos divertículos). Os divertículos hipertônicos, que se formam devido a um aumento da pressão intraluminal no cólon, são mais propensos a desenvolver inflamação (diverticulite) devido à impactação fecal e isquemia da parede diverticular.
A moléstia diverticular dos cólons é uma condição comum, especialmente em indivíduos acima de 50 anos, com prevalência crescente com a idade. Caracteriza-se pela presença de divertículos, que são saculações da parede intestinal. Na grande maioria dos casos, os divertículos colônicos são pseudodivertículos (ou falsos divertículos), formados pela herniação da mucosa e submucosa através de pontos de fraqueza na camada muscular do cólon, geralmente onde os vasos sanguíneos penetram. A etiologia está associada a fatores como dieta pobre em fibras, aumento da pressão intraluminal e alterações na motilidade colônica. Existem dois tipos principais de divertículos colônicos em relação à sua fisiopatologia: os hipertônicos e os hipotônicos. Os divertículos hipertônicos são mais comuns no cólon esquerdo (sigmoide) e estão associados a um aumento da pressão intraluminal e espessamento da camada muscular. Essa alta pressão e a estase fecal dentro dos divertículos predispõem à inflamação, resultando em diverticulite. Já os divertículos hipotônicos são mais comuns no cólon direito, tendem a ter um colo mais largo e são mais frequentemente a causa de sangramento diverticular, devido à erosão de vasos sanguíneos na base do divertículo. O diagnóstico da moléstia diverticular é frequentemente incidental em exames de imagem como colonoscopia ou tomografia. O tratamento da diverticulose não complicada envolve dieta rica em fibras. Em casos de diverticulite, o tratamento varia de manejo conservador com antibióticos e repouso intestinal a intervenção cirúrgica para complicações como abscesso, perfuração ou fístula. É fundamental diferenciar as complicações (inflamação vs. sangramento) para um manejo clínico adequado, pois a abordagem terapêutica difere significativamente.
Divertículos verdadeiros envolvem todas as camadas da parede intestinal (mucosa, submucosa, muscular e serosa), como o divertículo de Meckel. Os divertículos colônicos são quase sempre falsos (pseudodivertículos), consistindo apenas na herniação da mucosa e submucosa através da camada muscular, em pontos de fraqueza da parede.
Os divertículos hipertônicos resultam de um aumento da pressão intraluminal no cólon, que força a mucosa a herniar. Essa alta pressão e a anatomia do divertículo predispõem à impactação fecal, isquemia e microperfurações, levando à inflamação e infecção, caracterizando a diverticulite.
As principais complicações são a diverticulite (inflamação), que pode evoluir para abscesso, perfuração ou fístula, e o sangramento diverticular. Outras complicações incluem estenose colônica e obstrução.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo