Mola Hidatiforme: Citogenética e Aspectos Clínicos Essenciais

ENARE/ENAMED — Prova 2024

Enunciado

Sobre os aspectos clínicos e citogenéticos da doença trofoblástica gestacional, assinale a alternativa correta

Alternativas

  1. A) Neoplasia trofoblástica gestacional ocorre apenas após gravidez molar.
  2. B) Mola hidatiforme completa é o resultado da fusão de dois óvulos por um espermatozoide.
  3. C) Mola hidatiforme parcial é o resultado da fecundação de um óvulo haploide por dois espermatozoides ou duplicação de um espermatozoide, resultando em um cariótipo triploide.
  4. D) Pode ocorrer pré-eclâmpsia apenas após a 20ª semana de gestação nessas pacientes.
  5. E) Cerca de 80% das pacientes com neoplasia trofoblástica gestacional têm doença metastática.

Pérola Clínica

Mola hidatiforme parcial = óvulo haploide + 2 espermatozoides (triploide); Mola completa = óvulo vazio + 1 ou 2 espermatozoides (diploide).

Resumo-Chave

A mola hidatiforme parcial resulta da fecundação de um óvulo haploide normal por dois espermatozoides, levando a um cariótipo triploide (69,XXX, 69,XXY ou 69,XYY). Diferentemente, a mola completa envolve a fecundação de um óvulo sem material genético por um ou dois espermatozoides, resultando em um cariótipo diploide (46,XX ou 46,XY).

Contexto Educacional

A doença trofoblástica gestacional (DTG) é um espectro de condições que inclui a mola hidatiforme (completa e parcial), a mola invasora, o coriocarcinoma e o tumor trofoblástico de sítio placentário. É uma condição rara, mas importante na ginecologia e obstetrícia, com potencial de malignidade e metástase. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para o prognóstico da paciente. A mola hidatiforme completa é caracterizada pela ausência de tecido fetal e proliferação trofoblástica difusa, com cariótipo diploide (geralmente 46,XX, de origem paterna exclusiva). Já a mola hidatiforme parcial apresenta algum tecido fetal ou embrionário, proliferação trofoblástica focal e cariótipo triploide (69,XXY ou 69,XXX), resultante da fecundação de um óvulo normal por dois espermatozoides. A distinção entre os tipos de mola é fundamental para prever o risco de desenvolvimento de neoplasia trofoblástica gestacional persistente. Clinicamente, pacientes com mola hidatiforme podem apresentar sangramento vaginal, útero maior que o esperado para a idade gestacional, hiperemese gravídica e níveis muito elevados de hCG. Complicações como pré-eclâmpsia podem ocorrer antes da 20ª semana de gestação, um sinal de alerta. O seguimento pós-esvaziamento uterino é rigoroso, com dosagens seriadas de hCG para monitorar a regressão da doença e identificar precocemente a persistência ou malignização. O tratamento da NTG persistente envolve quimioterapia, e o prognóstico é geralmente bom quando diagnosticada e tratada precocemente.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença citogenética entre mola hidatiforme completa e parcial?

A mola hidatiforme completa geralmente tem um cariótipo diploide (46,XX ou 46,XY), originado da fecundação de um óvulo sem material genético por um ou dois espermatozoides. A mola parcial, por sua vez, é triploide (69,XXX, 69,XXY ou 69,XYY), resultante da fecundação de um óvulo haploide normal por dois espermatozoides.

A neoplasia trofoblástica gestacional ocorre apenas após gravidez molar?

Não, a neoplasia trofoblástica gestacional (NTG) pode ocorrer após qualquer tipo de gestação, incluindo aborto espontâneo, gravidez ectópica ou parto a termo, embora seja mais frequentemente associada à mola hidatiforme, especialmente a completa.

Quando a pré-eclâmpsia pode ocorrer em pacientes com doença trofoblástica gestacional?

Em pacientes com doença trofoblástica gestacional, especialmente na mola hidatiforme completa, a pré-eclâmpsia pode se manifestar antes da 20ª semana de gestação, o que é atípico para a pré-eclâmpsia 'clássica'. Isso se deve à grande massa trofoblástica e à disfunção placentária associada.

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