CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2025
A fecundação de um óvulo normal por dois espermatozoides da origem a:
Óvulo normal + 2 espermatozoides = Mola Parcial (triploidia).
A mola hidatiforme parcial resulta da fertilização de um óvulo normal por dois espermatozoides, levando a um cariótipo triploide (69,XXY ou 69,XXX). Diferente da mola completa, há presença de tecido fetal, embora anômalo, e características molares no tecido placentário.
A mola hidatiforme parcial é uma forma de doença trofoblástica gestacional, caracterizada por uma gestação anormal resultante de uma fertilização defeituosa. É menos comum que a mola completa, mas igualmente importante no contexto da patologia obstétrica. Sua etiologia está intrinsecamente ligada a anormalidades cromossômicas, especificamente a triploidia, que ocorre quando um óvulo normal é fertilizado por dois espermatozoides. Fisiopatologicamente, a fecundação de um óvulo haploide normal (23,X) por dois espermatozoides haploides (23,X ou 23,Y) resulta em um cariótipo triploide (69,XXX, 69,XXY ou 69,XYY). Isso leva ao desenvolvimento de um embrião ou feto anômalo, que geralmente não é viável, e a alterações molares focais na placenta, como edema de vilosidades e proliferação trofoblástica. Diferente da mola completa, na parcial há a presença de tecido fetal, embora dismórfico. O diagnóstico é frequentemente feito por ultrassonografia, que pode mostrar um feto pequeno para a idade gestacional com múltiplas anomalias, associado a uma placenta com áreas císticas. Os níveis de beta-hCG costumam ser elevados, mas geralmente menos que na mola completa. O tratamento envolve o esvaziamento uterino, seguido de acompanhamento rigoroso dos níveis de beta-hCG para detectar e tratar precocemente qualquer doença trofoblástica gestacional persistente, embora o risco de malignidade seja menor que na mola completa.
A mola parcial geralmente tem um cariótipo triploide (69,XXY ou 69,XXX), resultante da fertilização de um óvulo normal por dois espermatozoides. A mola completa é diploide (46,XX ou 46,XY), resultante da fertilização de um óvulo 'vazio' por um espermatozoide que se duplica ou por dois espermatozoides.
Clinicamente, pode apresentar sangramento vaginal, útero maior que o esperado para a idade gestacional e níveis elevados de hCG. Patologicamente, há proliferação trofoblástica focal, edema de vilosidades coriais e presença de tecido fetal anômalo, que pode ser detectado no ultrassom.
O risco de desenvolver doença trofoblástica gestacional persistente ou coriocarcinoma é significativamente menor na mola parcial (cerca de 5-10%) em comparação com a mola completa (15-20%). No entanto, o acompanhamento pós-esvaziamento é sempre necessário.
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