UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
O ultrassom obstétrico de 1º trimestre revela feto único, vivo, com comprimento cabeça-nádega de 50mm, BCF 160bpm e translucência nucal igual a 6,6mm. A placenta apresenta-se com várias áreas císticas em meio a tecido trofoblástico normal. Qual a mais provável hipótese diagnóstica?
TN ↑ + placenta cística + feto vivo = mola hidatiforme parcial.
A mola hidatiforme parcial é uma forma de doença trofoblástica gestacional caracterizada por um feto geralmente triploide, placenta com áreas císticas e translucência nucal aumentada. O diagnóstico precoce pelo ultrassom é crucial para o manejo.
A mola hidatiforme parcial é uma forma de doença trofoblástica gestacional, caracterizada por uma fertilização anormal que resulta em um embrião com cariótipo triploide (geralmente 69,XXY ou 69,XYY) e uma placenta com degeneração hidrópica focal. É menos comum que a mola completa, mas seu diagnóstico precoce é crucial para o manejo adequado e prevenção de complicações. No ultrassom de 1º trimestre, a mola hidatiforme parcial pode apresentar um feto vivo, embora frequentemente com restrição de crescimento ou anomalias congênitas. Um achado característico é a translucência nucal (TN) aumentada, muitas vezes de forma significativa, associada a uma placenta com áreas císticas ou aspecto heterogêneo, em contraste com o tecido trofoblástico normal. O comprimento cabeça-nádega (CCN) pode ser compatível com a idade gestacional, mas o feto pode ter anomalias. O manejo da mola hidatiforme parcial geralmente envolve a evacuação uterina, seguida por um acompanhamento rigoroso dos níveis de hCG para monitorar a regressão da doença e detectar qualquer persistência trofoblástica. O prognóstico para a paciente é geralmente bom, mas o risco de doença trofoblástica gestacional persistente exige vigilância.
Os achados incluem um feto presente (geralmente com restrição de crescimento ou anomalias), translucência nucal aumentada, e uma placenta com áreas císticas ou aspecto heterogêneo.
Na mola completa, não há feto, a placenta é completamente hidrópica e o cariótipo é diploide de origem paterna. Na mola parcial, há um feto (geralmente triploide), a placenta tem áreas hidrópicas e tecido trofoblástico normal.
As complicações incluem abortamento, hemorragia, risco de doença trofoblástica gestacional persistente ou coriocarcinoma, e anomalias fetais associadas à triploidia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo