Mola Hidatiforme Parcial: Diagnóstico no Ultrassom de 1º Trimestre

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023

Enunciado

O ultrassom obstétrico de 1º trimestre revela feto único, vivo, com comprimento cabeça-nádega de 50mm, BCF 160bpm e translucência nucal igual a 6,6mm. A placenta apresenta-se com várias áreas císticas em meio a tecido trofoblástico normal. Qual a mais provável hipótese diagnóstica?

Alternativas

  1. A) trissomia do cromossomo 21.
  2. B) infecção por citomegalovírus.
  3. C) aloimunização Rh.
  4. D) malformação cardíaca.
  5. E) mola hidatiforme parcial.

Pérola Clínica

TN ↑ + placenta cística + feto vivo = mola hidatiforme parcial.

Resumo-Chave

A mola hidatiforme parcial é uma forma de doença trofoblástica gestacional caracterizada por um feto geralmente triploide, placenta com áreas císticas e translucência nucal aumentada. O diagnóstico precoce pelo ultrassom é crucial para o manejo.

Contexto Educacional

A mola hidatiforme parcial é uma forma de doença trofoblástica gestacional, caracterizada por uma fertilização anormal que resulta em um embrião com cariótipo triploide (geralmente 69,XXY ou 69,XYY) e uma placenta com degeneração hidrópica focal. É menos comum que a mola completa, mas seu diagnóstico precoce é crucial para o manejo adequado e prevenção de complicações. No ultrassom de 1º trimestre, a mola hidatiforme parcial pode apresentar um feto vivo, embora frequentemente com restrição de crescimento ou anomalias congênitas. Um achado característico é a translucência nucal (TN) aumentada, muitas vezes de forma significativa, associada a uma placenta com áreas císticas ou aspecto heterogêneo, em contraste com o tecido trofoblástico normal. O comprimento cabeça-nádega (CCN) pode ser compatível com a idade gestacional, mas o feto pode ter anomalias. O manejo da mola hidatiforme parcial geralmente envolve a evacuação uterina, seguida por um acompanhamento rigoroso dos níveis de hCG para monitorar a regressão da doença e detectar qualquer persistência trofoblástica. O prognóstico para a paciente é geralmente bom, mas o risco de doença trofoblástica gestacional persistente exige vigilância.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados ultrassonográficos sugestivos de mola hidatiforme parcial no 1º trimestre?

Os achados incluem um feto presente (geralmente com restrição de crescimento ou anomalias), translucência nucal aumentada, e uma placenta com áreas císticas ou aspecto heterogêneo.

Qual a diferença entre mola hidatiforme completa e parcial?

Na mola completa, não há feto, a placenta é completamente hidrópica e o cariótipo é diploide de origem paterna. Na mola parcial, há um feto (geralmente triploide), a placenta tem áreas hidrópicas e tecido trofoblástico normal.

Quais são as complicações da mola hidatiforme parcial?

As complicações incluem abortamento, hemorragia, risco de doença trofoblástica gestacional persistente ou coriocarcinoma, e anomalias fetais associadas à triploidia.

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