HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2025
A característica da mola parcial é:
Mola parcial → Presença de tecido fetal, cariótipo triploide (69,XXY ou 69,XYY).
A mola parcial é uma forma de doença trofoblástica gestacional caracterizada pela presença de tecido fetal, ao contrário da mola completa. Geralmente resulta de um óvulo fertilizado por dois espermatozoides, levando a um cariótipo triploide.
A mola hidatiforme parcial é uma forma de doença trofoblástica gestacional, uma condição rara que se origina de uma fertilização anormal. Sua importância reside na necessidade de diagnóstico e manejo adequados para prevenir complicações, como hemorragia e o desenvolvimento de doença trofoblástica gestacional persistente. A prevalência é menor que a da mola completa. A fisiopatologia da mola parcial envolve a fertilização de um óvulo por dois espermatozoides, resultando em um cariótipo triploide (69,XXY ou 69,XYY). Isso leva ao desenvolvimento de um feto dismórfico ou com restrição de crescimento, juntamente com uma placenta que apresenta vilosidades coriais edemaciadas e áreas císticas. O diagnóstico é frequentemente feito após um abortamento espontâneo, com a análise histopatológica do material de curetagem sendo confirmatória. A ultrassonografia pode mostrar achados sugestivos, mas não é definitiva. O tratamento da mola parcial consiste no esvaziamento uterino, geralmente por aspiração a vácuo ou curetagem. Após o esvaziamento, é crucial o acompanhamento com dosagens semanais de beta-hCG até a normalização e, posteriormente, mensalmente por um período determinado, para monitorar a regressão da doença e detectar precocemente qualquer persistência ou malignização. O prognóstico é geralmente bom, com baixo risco de complicações graves, mas o seguimento rigoroso é essencial para a segurança da paciente.
A mola parcial geralmente apresenta tecido fetal, cariótipo triploide (69,XXY ou 69,XYY), e níveis de hCG mais baixos que a mola completa. A mola completa não tem tecido fetal, possui cariótipo diploide (46,XX ou 46,XY) de origem paterna, e níveis de hCG muito elevados, com maior risco de malignização.
O diagnóstico é suspeitado por ultrassonografia, que pode mostrar um feto dismórfico ou restrição de crescimento, placenta com áreas císticas e aumento do volume. A confirmação é histopatológica após a curetagem, que revela vilosidades coriais edemaciadas e tecido fetal.
Sim, a mola parcial tem um risco menor de desenvolver doença trofoblástica gestacional persistente ou coriocarcinoma em comparação com a mola completa, mas esse risco existe. O acompanhamento pós-esvaziamento com dosagem de hCG é fundamental para monitorar a regressão da doença.
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